Jornalista mexicano é encontrado morto em Tamaulipa

Redação Portal IMPRENSA | 01/06/2018 00:34

O jornalista mexicano Héctor González Antonio foi encontrado morto, no dia 29 de maio, em uma estrada de terra próxima à sua casa no bairro de Estella, na cidade de Victoria, capital de Tamaulipas (região norte do país). 

Crédito:Reprodução Facebook


Gonzalez Antonio, que era correspondente em cadeia nacional do Grupo Imagen, do qual faz parte o jornal Excélsior, e colaborava para os jornais locais El Diario de Victoria e Expreso, foi o sexto profissional assassinado desde o começo de 2018 no México. O caso foi divulgado pela imprensa internacional.


A região é uma das mais violentas do país pelo confronto entre traficantes de drogas. As primeiras investigações indicam que o jornalista foi atacado por ao menos duas pessoas e foi morto a pedradas. Ele estava seminu, ensanguentado e com múltiplos golpes no corpo.


O procurador Barrios Mojica disse que a linha de investigação predominante no momento indica que a morte foi consequência de uma briga ou roubo e que não há elementos suficientes para afirmar que o jornalista foi executado pelo crime organizado.


Segundo o jornal Expreso, o seu desaparecimento foi registrado dia 28 de maio de noite.

“Não descartamos nenhuma dessas possibilidades bem como outras hipóteses que possam surgir durante as investigações”, disse o procurador em entrevista à jornalista Carmen Aristegui .


 “Devido à natureza do trabalho do jornalista não podemos deixar de considerar que seu assassinato esteja relacionado com seu trabalho”, disse Barrios Mojica.

González Antonio escrevia sobre as áreas de segurança, justiça e narcotráfico. Em janeiro deste ano, ele assinou reportagens sobre a morte do jornalista Carlos Domínguez também de Taumalipas. 

Ele também escreveu sobre barricadas feitas por traficantes de drogas e tiroteios que ocorreram em várias cidades do Estado.


Segundo Mojica, a Procuradoria Geral da República está auxiliando na análise das publicações assinadas por Héctor González na tentativa de encontrar hipóteses para seu assassinato. Além disso, os Mecanismos de Proteção de Defensores dos Diretos Humanos e Jornalistas e os fiscais que observam os Delitos contra a Liberdade de Expressão (Feadle) estão acompanhando as investigações.


A Comissão Nacional de Direitos Humanos do México (CNDH) reforçou a necessidade de investigar se o assassinato de González Antonio está relacionado com seu trabalho e pediu medidas de proteção para a família do jornalista.


O governo do estado de Tamaulipas incluiu os membros da família de González Antonio nos protocolos de proteção à pessoa. Tanto o governador quanto o procurador do estado expressaram condolências aos familiares do jornalista e se comprometeram a seguir com rigor as investigações do crime.


Segundo a CNDH, desde o ano 2000,136 jornalistas foram assassinados no México.