CPJ e RSF cobram investigação sobre assassinatos de dois jornalistas brasileiros

Redação Portal IMPRENSA | 19/01/2018 12:00

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) solicitaram na noite desta quinta-feira (18) uma investigação sobre a morte de jornalistas brasileiros ocorridos nesta semana e se os crimes possuem relação com otrabalho que exerciam. Em um intervalo de dois dias, foram executados os comunicadores Ueliton Bayer Brizon, em Cacoal (RO) e Jefferson Pureza Lopes, em Edelina (GO)

Crédito:Montagem
20180119 MONTAGEM UELINTON BRIZON E JEFFERSON LOPES




“A Repórteres sem Fronteiras pede às autoridades de Rondônia e Goiás que identifiquem o quanto antes os responsáveis desses crimes covardes”, declarou Emmanuel Colombié, diretor regional para a América Latina da organização. “A hipótese de que estes assassinatos estejam relacionados com o trabalho jornalístico deve ser uma linha privilegiada na investigação. A violência contra jornalistas e comunicadores críticos é recorrente no Brasil e constitui uma das principais ameaças ao direito à liberdade de expressão no país”, acrescentou.


Segundo a RSF, desde 2010, pelo menos 26 jornalistas e comunicadores foram mortos por causas relacionadas ao exercício de sua profissão. No último Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa elaborado pela organização, o Brasil ocupa a posição 103 dos 180 países.


“É um sinal preocupante depois de dois anos de casos em declínio de assassinatos de jornalistas no Brasil e uma dura lembrança de que jornalistas brasileiros que cobrem problemas locais ainda enfrentam um risco significativo de fazer seu trabalho”, comentou o vice-diretor executivo da CPJ, Robert Mahoney.


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