Violência contra jornalista no Brasil caiu em 2017, aponta relatório da Fenaj

Redação Portal IMPRENSA | 17/01/2018 14:00

A violência contra jornalistas diminuiu em 2017 se comparado a 2016, segundo o relatório anual da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que será apresentado nesta quinta-feira (18), na sede do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro.


Crédito: Divulgação


Em seu site oficial, a Fenaj antecipou que foram registrados 99 casos de agressões contra a categoria no ano passado, 38,51% a menos do que em 2016, quando houve 161 casos. Também destacou que não ocorreu nenhum caso em 2017 de assassinato em decorrência do exercício profissional do jornalismo e houve apenas uma morte, do blogueiro Luís Gustavo da Silva foi assassinado no Ceará, que a entidade contabilizou no grupo de outros profissionais da comunicação e comunicadores populares.


Mas a pressão profissional não cessou, já que quatro jornalistas foram demitidos em razão de comentários que teceram ou de reportagens que produziram e que geraram reações negativas. Um outro levou suspensão por 30 dias, depois de fazer comentários em seu perfil numa rede social sobre a direção da Fundação Piratini, em Porto Alegre.


Outra preocupação foi quanto ao aumento proporcional dos casos de cerceamento à liberdade de imprensa por ações judiciais, quando foram registrados 12 casos nessa modalidade, o que representa 12,12% do total. Em 2016, esse porcentual foi de 11,18%.


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