"A cobertura econômica precisa se aproximar mais do cidadão comum", diz Mara Luquet

Alana Rodrigues | 29/11/2016 03:00


"O Futuro É... Viajar, Malhar, Estudar, Namorar e Investir". A afirmação dá título ao livro da jornalista Mara Luquet, especializada em finanças pessoais. Na obra, ela explica como usufruir da longevidade sem se enrolar nas contas.

“A ideia veio por conta das perguntas que eu recebo diariamente de ouvintes da CBN, de telespectadores da Globo. Separei as mais recorrentes, que estavam na cabeça de todo mundo. E o objetivo era responder essas questões”, conta Mara à IMPRENSA.

Crédito:Divulgação


Para ela, a questão financeira é reflexo de uma vida mal resolvida, como não cuidar bem dos relacionamentos. A jornalista destaca que parar de trabalhar muito para investir melhor no relacionamento é gerar uma economia financeira. 

"Alguma disfunção na sua vida que acaba refletindo na questão financeira. As pessoas acabam trabalhando mais, tentando suprir essa falta, achando que mais dinheiro vai resolver. Mas não é mais dinheiro que resolve. É a gestão eficiente dos recursos que você tem, por mais escasso que ele seja.  Quando você para pensar sobre isso, você descobre que tem até mais dinheiro do que imagina", diz.

No livro, Mara destaca que, para ser alcançada, a longevidade necessita do acúmulo de quatro capitais: o da saúde; o financeiro; o de conhecimentos e o capital social. Segundo ela, é preciso ter estratégias, preparo, resistência e superação. 
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Cobertura

Mara avalia que a cobertura de finanças pessoais entrou para o jornalismo econômico nos últimos anos. A jornalista recorda que antes o foco das pautas sobre o assunto era como lidar com a inflação. De acordo com ela, a mudança é resultado da estabilidade monetária.

"As finanças pessoais ganharam um campo mais abrangente e tem gente muito boa  cobrindo. Tem a cobertura de orçamento, que é seríssimo, é serviço, como investir, comprar uma casa, viajar, como lidar com o orçamento das famílias. Tudo isso passou a fazer parte da cobertura, sem prejuízo da cobertura macroeconômica. o jornalismo econômico cresceu nos últimos anos".

Para a jornalista, a cobertura econômica ainda precisa se aproximar mais do cidadão comum, trazendo discussões de assuntos macroeconômicos para a vida das famílias. Ela cita como exemplo a ausência do foco nas reformas na microeconomia. "Tem um impacto direto no emprego, na renda, nas oportunidades. Isso acho que a gente ainda patina um pouco.

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