Editora Três abre plano de demissão voluntária; meta é reduzir 25% da folha

Por Thaís Naldoni e Vanessa Gonçalves | 03/02/2015 17:00
Desde o dia 29 de janeiro deste ano, vigora na Editora Três, responsável por publicações como IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, Gente, entre outras, um plano de demissão voluntária (PDV) para os funcionários que atuam sob o regime CLT. A intenção da empresa é reduzir 25% dos gastos com a folha de pagamento.

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Objetivo da editora é reduzir gastos com a folha salarial

IMPRENSA apurou que o prazo para os trabalhadores aderirem ao plano termina na próxima terça-feira (10/2). Atualmente, nas redações das revistas, somente cerca de 20 jornalistas atuam no regime CLT, enquanto outros cem aproximadamente são contratado pelo regime de Pessoa Jurídica (PJ).

Caso a medida não atinja a redução esperada nos valores da folha de pagamento, a Editora Três deve expandir a medida para as demais modalidades de contrato. 

Em contrapartida à adesão, a empresa oferece aos funcionários 25% do salário atual para cada 5 anos trabalhados, acrescido de seis meses de plano saúde.

Há a possibilidade de, caso as reduções não sejam suficientes, que de que a Editora Três reveja a posição de algumas revistas como IstoÉ Gente, Status, Platinum entre outras, consideradas deficitárias.

SURPRESA

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP) repudiou a medida e já protocolou uma carta na editora pedindo a suspensão do plano de demissão voluntária e também da validade do prazo para adesão a ele. Para a entidade, falta detalhamento sobre como ocorrerá o pagamento da bonificação oferecida, por exemplo.

José Augusto Camargo, presidente do SJSP, revela que a entidade foi "pega de surpresa" pelo anúncio da medida da Editora Três. "Estávamos em meio à uma negociação para regularizar a situação dos jornalistas contratados fora das leis trabalhistas. O sindicato está aberto para conversar com a direção da empresa, embora até o momento ninguém tenha nos procurado". 

IMPRENSA entrou em contato com a Editora e o departamento jurídico informou que não se pronunciaria sobre o tema.