Opinião: “Pandemias pretéritas para entender o hoje”, por Fernanda Iarossi

Fernanda Iarossi | 12/06/2020 10:46

Ao ler documentos selecionados pela equipe da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da Universidade de São Paulo (USP) sobre Epidemias do Passado, queria parar no tempo e ficar somente mergulhada nestes registros históricos que são verdadeiras aulas de história.


A BBM, criada em 2005 para abrigar a coleção brasiliana do bibliófilo José Mindlin e sua esposa Guita reunida ao longo de mais de 80 anos, tem usado as redes sociais para compartilhar estas preciosidades através de posts do blog


Crédito: Reprodução

Um em especial reforça a importância do cronista, com faro jornalístico implacável - João do Rio: A Varíola pela Ótica do Cronista João do Rio. Com narrativas entre jornalismo e literatura, faz o retrato de questões sociais e humanas da vida urbana da capital da República na época. As ruas do Rio de Janeiro, “que imitavam os ares europeus”, eram palcos certeiros para os relatos do jornalista, cronista, contista e teatrólogo Paulo Barreto (pseudônimo literário: João do Rio).


Outros destaques:

Sarampo, Belém, 1748 e Febre Amarela, Rio de Janeiro, 1850 

Retirada da Laguna, A doença como pior inimiga 

Uma epidemia entre os tupinambás narrada por Hans Staden



Crédito: Arquivo Pessoal










*Fernanda Iarossi é jornalista, Mestre em Comunicação Midiática pela UNESP – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Neto. Professora nos cursos de Comunicação da UAM – Universidade Anhembi Morumbi e Fapcom – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e em São Paulo. Coordenada o Grupo de Pesquisa Discursos Midiáticos na Fapcom.



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