Facebook e Google devem pagar por conteúdo de qualidade, diz Rupert Murdoch

Redação Portal IMPRENSA | 23/01/2018 10:10

O empresário Rupert Murdoch, presidente executivo da News Corp., afirmou nesta segunda-feira (22) que o Facebook e o Google popularizaram fontes de informações "difamatórias" e que essas duas corporações deveriam pagar às empresas de mídia se quiserem receber conteúdo "confiável" em suas plataformas.


Crédito:Wikimedia commons
20180123 RUPERT MURDOCH


"O reconhecimento de um problema é um passo no caminho para a cura, mas as medidas corretivas que ambas as empresas propuseram até agora são inadequadas comercial, social e jornalisticamente", defendeu o magnata australiano em um comunicado divulgado na página do seu grupo de mídia (leia aqui a íntegra em inglês).


Segundo estimativas da Thomson Reuters, baseadas em informações de Wall Street, Facebook e Google devem abocanhar juntas mais de 185 bilhões de dólares em anúncios digitais em 2018. Um estudo divulgado na semana passada prevê que as duas gigantes da tecnologia dos Estados Unidos tenham juntas até 66% de todos os gastos publicitários digitais no mundo todo até o final do próximo ano.


"É chegado o momento de considerar um caminho diferente. Se o Facebook quiser reconhecer editores 'confiáveis', deve pagá-los uma comissão de tráfego semelhante ao modelo adotado pelas  empresas de televisão por cabo. Os editores estão obviamente melhorando o valor e a integridade do Facebook através de suas notícias e conteúdos, mas eles não estão adequadamente sendo recompensados por esses serviços. [Esse]s pagamentos teriam um impacto pequeno nos lucros do Facebook, mas um grande impacto nas perspectivas para editores e jornalistas."


O comunicado de Murdoch - que é dono de meios de comunicação como o canal Fox News e os jornais The Wall Street Journal, New York Post, The Sun, The Times, entre outros - aparece em um momento no qual Facebook tem anunciado algumas mudanças em sua plataforma para ajudar a julgar a credibilidade das fontes de notícias.


Vale lembrar que a News Corp. comprou o MySpace, então rival do Facebook, por 580 milhões de dólares em 2005 e o vendeu por milhões de dólares seis anos depois.


Leia também:

Facebook admite que redes sociais podem não ser boas para a democracia

Google e Facebook dominam cada vez mais a publicidade digital, diz estudo

Facebook vai tirar páginas e marcas do feed principal