Repressão do governo afeta veículos estrangeiros na Turquia

Redação Portal IMPRENSA | 06/01/2017 09:30
Os profissionais de imprensa da Turquia criaram um novo jargão para se referir aos colegas que estão detidos e os que ainda estão livres no país - "jornalistas de dentro" e "jornalistas de fora". 

Crédito:Getty Images

Segundo a Folha de S.Paulo, os ataques à imprensa ganharam força após a tentativa de golpe militar em 15 de julho. Ao todo, 144 jornalistas foram presos desde então e que 195 veículos foram fechados.

Para a repórter Gülsin Harman, coordenadora regional do Instituto Internacional de Imprensa (IPI), essa pode ser a "repressão final" na Turquia. "Quando chegar ao fim, não terá sobrado mais nenhum meio crítico", acrescenta.

A repressão também afeta veículos estrangeiros na Turquia. O The New York Times, por exemplo, esconde o nome de seus repórteres para protegê-los. Dion Nissenbaum, do também americano Wall Street Journal, foi detido por três dias no Ano-Novo.

Já a imprensa aliada ao governo passou a publicar reportagens sobre os benefícios de uma reforma constitucional. A medida deve concentrar os poderes nas mãos do presidente Recep Tayyip Erdogan.

As redes sociais se tornaram uma alternativa, embora ainda tenha constantes restrições. De acordo com o IPI, mais de 3.000 profissionais estão sob investigação pelo uso das plataformas.

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