Imprensa internacional repercute massacre em presídio de Manaus

Redação Portal IMPRENSA | 03/01/2017 13:30
A imprensa internacional repercutiu a rebelião no Complexo Penitenciária Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, que deixou 56 detentos mortos. O levante começou na tarde do último domingo (1/1) e só foi controlado na manhã da última segunda-feira (2/1).

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Ao noticiar o massacre, os jornais estrangeiros destacaram a precariedade das prisões brasileiras e a violência do confronto com presos. O argentino Clarín, por exemplo, noticiou que no presídio havia 1224 detidos, enquanto a capacidade era para 454. 

"Esse sistema, dizem os especialistas, viola os direitos fundamentais das pessoas e as submete a condições extremamente precárias de vida no cárcere", diz o texto.

Outros quatro presidiários foram mortos no final da tarde na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). Também foram registradas 184 fugas no sistema prisional. No Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), 72 presos fugiram, e no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), 112.

O USA Today destacou o massacre em sua capa da edição digital. O jornal divulgou uma entrevista com o ex-secretário nacional de segurança pública, José Vicente da Silva. Para ele, o levante foi resultado da severa recessão do Brasil e da má administração do sistema prisional. 

A emissor pública britânica BBC lembrou que o Brasil possui a quarta maior população carcerária do mundo. "A superlotação é um problema sério e os motins violentos são frequentes no Brasil", ressaltou.

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