América Latina é a segunda região mais perigosa para jornalistas, aponta Unesco

Redação Portal IMPRENSA | 03/11/2016 11:30
Entre 2014 e 2015 foram assassinados 51 comunicadores na América Latina, informou a Unesco na última quarta-feira (2/10), no Dia Internacional para Terminar com a Impunidade em Crimes contra Jornalistas. Segundo a entidade, essa é a segunda região mais perigosa para jornalistas, superada somente por países árabes.

Crédito:El Universal/Arquivo

De acordo com O Globo, no mesmo período, um total de 115 jornalistas morreram em todo o mundo, principalmente nos países árabes (78), sobretudo nos conflitos da Síria, Iraque, Iêmen e Líbia. “A imprensa e a liberdade de expressão estão em estado de sítio”, alertou a Unesco.

Além dos números apresentados pela Unesco, a Relatoria Especial para a Liberdade de Imprensa da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) confirmou o assassinato de 162 jornalistas em países do continente nos últimos seis anos. 

A CIDH informou que foram registrados 25 assassinatos relacionados ao exercício da liberdade de expressão em 2014. Outros 27 ocorreram no ano seguinte, e neste ano já foram registrados 17 casos.

"Os números mostram que a situação é muito grave. O país onde existe mais violência contra os jornalistas é o México, mas também vemos muitos casos em Honduras, Guatemala e Brasil", destacou Edison Lanza, relator especial para a Liberdade de Expressão.

Depois do ataque contra a redação do semanário satírico francês Charlie Hebdo, a França ocupa a terceira posição, com oito jornalistas mortos. Antes vem a Síria (13) e o Iraque (10). Brasil, México e Sudão registraram sete mortes. Índia, Líbia e Filipinas apresentam, cada um, o balanço de seis jornalistas mortos.

O diretor executivo da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Ricardo Trotti, alertou que a entidade tem informações sobre a morte de 20 jornalistas, sendo 11 no México. Dados da organização indicaram que nos últimos 20 anos cerca de 400 jornalistas foram assassinados na América Latina.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos do México indicou que, neste ano, mais de 251 jornalistas tiveram de deixar suas cidades e a profissão por ameaças. A entidade também destacou o aumento da violência contra a imprensa na Venezuela.

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