Fotojornalista e quatro mulheres são encontrados mortos na Cidade do México

Redação Portal IMPRENSA | 03/08/2015 09:00
O repórter fotográfico Rubén Espinosa e quatro mulheres foram encontrados mortos em um apartamento da Cidade do México, no México. No último domingo (2/8), milhares de pessoas, na maioria profissionais de imprensa, protestaram contra os assassinatos.

Crédito:Reprodução/YouTube
Rubén Espinosa tinha deixado Veracruz após ameaças, mas foi morto em outro estado

De acordo com a AFP, o corpo do fotojornalista de 31 anos foi identificado na noite do último sábado (1/8), depois de ser encontrado baleado e com sinais de tortura. Um grupo de pessoas se reuniu no centro da cidade de Xalapa, capital do estado mexicano de Veracruz, onde ele vivia e trabalhava.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a família de Espinosa havia perdido o contato com ele na sexta (31/7). Mais tarde, a ONG Artigo 19 havia alertado autoridades mexicanas para localizar o profissional, já que ele deixou sua casa, em Veracruz, por se sentir ameaçado. 

Os manifestantes carregavam velas e cartazes com mensagens contra o governo de Veracruz e criminosos, apontados como os principais agressores de jornalistas da cidade, considerada um das mais perigosas para exercer a profissão.

Junto com Espinosa também foram encontradas quatro mulheres, que seriam amigas dele. Uma delas, identificada como Nadia Vesa, era ativista de direitos humanos. "Cada uma das vítimas apresentava uma ferida na cabeça produzida por disparo de arma de fogo e algumas escoriações em diversas partes do corpo", informou o promotor Rodolfo Ríos.
 
Segundo ele, as autoridades trabalham com "várias linhas de investigação", incluindo roubo. Ele não especificou se há elementos que apontem que o homicídio esteja relacionado ao trabalho de Espinosa.

Em junho, o fotojornalista, que trabalhava para a revista investigativa Proceso, sofreu agressões e intimidações em Veracruz. Ele costumava cobrir atos que exigiam o esclarecimento de assassinatos de profissionais de comunicação.

De acordo com a Organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), o México é um dos países que oferece maior risco para o exercício do jornalismo, com mais de 80 assassinatos e 17 desaparecimentos de profissionais na última década.
 
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