Cerimônia do "Troféu Mulher IMPRENSA" reúne vencedoras e discursos de incentivo ao jornalismo

Fernando Arbex | 11/07/2017 09:00

A premiação da 12ª edição do “Troféu Mulher IMPRENSA” aconteceu na segunda-feira, 10 de julho, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Com as exceções de Vera Magalhães e Cecília Malan, a cerimônia reuniu 15 das 17 vencedoras, que subiram ao palco para receber seus troféus. Elas fizeram seus agradecimentos e convidaram a homenageada seguinte a repetir o processo, cumprindo a corrente “Mulheres que Inspiram”.

Crédito:Fernando Arbex/Portal IMPRENSA

Ex-repórter da Revista IMPRENSA, o jornalista do Estadão Pedro Venceslau iniciou a sessão e passou a palavra ao diretor de IMPRENSA, Sinval de Itacarambi Leão, que citou nome a nome todas as vencedoras e remontou a trajetória de 12 anos do prêmio em seu discurso. 


"O jornalismo não vai acabar, como profetizavam. O 'Troféu Mulher IMPRENSA' e o 'Prêmio Líbero Badaró' são os projetos mais queridos dentre as centenas que foram criados nesses 30 anos de Revista IMPRENSA. Premiações são atos de reconhecimento e esse não foge ao seu destino. Suas especificidade é alertar para o fazer jornalístico diferenciado, quando a mulher pauta, apura, escreve, edita, comunica e fala com o seu público", disse Sinval em um trecho de sua apresentação.


Homenageada em duas categorias ("Repórter de Jornal" e "Jornalista Independente") e a primeira a falar, Eliane Brum lembrou do momento político instável pelo qual o Brasil passa e da responsabilidade que elas profissionais têm de fazer um jornalismo capaz de estimular transformações. "Não só política, essa é uma crise ética, estética e de identidade. Esse País não mudará se não estivermos dispostos a abrir mão de privilégios, não só objetivos, mas subjetivos também. Assim eu termino com a frase de uma escritora negra, Roberta Estrela D'Alva: 'Se a paz não for para todos, ela não será para ninguém'", disse Eliane, muito aplaudida ao término e mencionada como exemplo por várias de suas colegas que a seguiriam.


Uma a uma falou para o auditório, passando pela emocionada Mari Palma, do G1, e a empolgada Nana Queiroz, do site AzMina, além da mensagem por vídeo deixada por Malan, correspondente da TV Globo em Londres e que por isso não pôde participar in loco. A última receber o troféu foi Joyce Pascowitch, homenageada na categoria “Contribuição ao Jornalismo”.


"Nunca foi fácil chegar até aqui, mas eu sou a terceira filha mulher e eu, desde pequena, achei que, para ser alguma coisa na vida, eu teria de fazer muito barulho. Já havia duas outras meninas para chamar atenção na minha família. Quando todas as outras queriam filho homem, nasci eu, de novo, uma mulher. Então eu sempre fiz barulho, para ser percebida. Que nem AzMina, que estavam aqui agora", discursou Joyce.


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