Combater notícias falsas passa por jornalismo sério e profissional, dizem especialistas

Redação Portal IMPRENSA | 05/04/2017 11:00
O jornalismo sério e profissional é o principal elemento de resistência contra a propagação de notícias falsas. Essa foi a avaliação de jornalistas e especialistas em comunicação que participaram do fórum “O papel da Mídia Brasileira na Era da Pós-Verdade”, promovido pela Associação Nacional de Editores de Revista (ANER), na última terça-feira (4). O evento contou com a participação de mais de 300 profissionais com o objetivo de debater esse novo desafio do jornalismo.
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Para o presidente da ANER, Fábio Gallo, o combate à indústria de notícias falsas é "uma grande oportunidade para a imprensa mostrar que o jornalismo é feito com checagem de fatos e manutenção da qualidade para termos uma sociedade melhor". E reiterou que é preciso "reforçar a importância do jornalismo profissional” dentro desse contexto.

De acordo com Paulo Tonet, presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a arma da imprensa contra essa prática nociva passa pelo exercício da credibilidade com base nas práticas do bom jornalismo. 

O jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, colunista da rádio USP e professor universitário, explicou que prefere utilizar o conceito de pós-fato porque, segundo ele, a definição de verdade já é algo complicado e é preciso separar "o fato do não-fato”.

Lins e Silva citou a eleição de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos para alertar que as lideranças mundiais vêm usando e se beneficiando do artifício de notícias falsas. Também pontuou que há um descrédito na sociedade em relação às instituições, incluindo a imprensa, o que contribui para o fenômeno da propagação de visões alternativas.   

O jornalista Eugênio Bucci também reforçou a importância da checagem das informações e da necessidade de disponibilização, cada vez maior, de fatos acessíveis para garantir a entrega de uma informação de qualidade, matéria prima do “bom jornalismo”.

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