Profissionais debatem a internet como fonte de informação sobre o vírus da Aids

Redação Portal IMPRENSA | 07/03/2017 15:30



Nesta terça-feira (7/3), a Revista e Portal IMPRENSA, em parceria com o Ministério da Saúde e o UOL e apoio da UNAIDS, promoveu a quarta edição do “Fórum Aids e o Brasil”.

Com apresentação da jornalista Marilu Cabañas, o primeiro bloco debateu a “Internet - fonte de informação sobre o vírus da aids?” e contou com a participação de Paula Vilhena (Amada Foca), José Araújo Lima Filho (EPAH), Aline Ferreira (Rede de Jovens SP+), Lilian Ferreira (UOL Notícias) e Gilvane Casimiro (Ministério da Saúde).
Crédito:reprodução
Os convidados iniciaram o painel falando sobre a oferta de informação sobre a doença e as falsas notícias que circulam sobre ela. Paula Vilhena afirma que faz parte de um grupo com um milhão de mulheres e que muitas delas não sabem onde procurar.

Para Aline Ferreira, não existe ainda a cultura de buscar saber sobre prevenção. “Mas observamos, de uns tempos para cá, um boom de youtubers falando sobre isso. É bacana, porque temos uma diversidade de vivência”.

Gilvane Casimiro, do Ministério da Saúde, ressaltou a importância de checar as fontes oficiais. “Há informações desencontradas, isso pode ser um desserviço. A Internet é poderosa. Tem ONGS, fontes oficiais. Várias possibilidades”. 

De acordo com Casimiro, o desafio é fazer com que o conteúdo chegue nos rincões do Brasil. “Vivemos em vários Brasis. Nem todo lugar tem acesso à internet”. 

José Araújo Lima Filho, da EPAH, acredita que a imprensa deveria se aprofundar em certas questões, como a Prep (Profilaxia Pré Exposição) e Pep (Profilaxia Pós Exposição). “A imprensa não quer se aprofundar nisso.  Acha cansativo, tem medo de se comprometer. Nossa mídia quer ser mais prática possível. Fala o básico do básico, que é ‘use camisinha’.”

Ainda sobre essa temática, Aline enfatiza que apenas falar “usem camisinha” não funciona. “É necessário trazer discussão de que ‘use camisinha’ para uma mulher é também falar sobre empoderamento feminino. Acho que somos uma geração preocupada. A luta pela discriminação tem que estar junto com a prevenção, que é ampliada. É mais amplo do que caminhamos até agora”.

Casimiro ressalta que o controle social é papel de toda a sociedade. “Cobrar, fiscalizar. Monitorar se as diretrizes do Ministério são cumpridas”. José Araújo Lima Filho comentou sobre a importância da testagem rápida, porque as pessoas querem saber o resultado naquele momento – podendo desistir, caso demore.

“Existe teste rápido por sangue e triagem e por fluido oral. A tecnologia tem avançado, e o teste rápido vem preencher essa lacuna. A pessoa quando procura possivelmente se expôs a algum risco. Temos que desenbarreirar isso. O teste rápido sai em, no máximo, uma hora. É importante, ainda tem resistência em profissionais de saúde em efetuar o teste rápido”, explica Casimiro.

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