Na era multimídia, por Eliane Cantanhêde na seção "Sinval Convida"

| 24/02/2017 16:00





Eliane Cantanhêde por Sinval de Itacarambi Leão

Existe um anglicismo usado raramente no Brasil que é o termo traduzido pelo substantivo serendipidade. Ele se refere a acontecimentos decorrentes do acaso com efeitos felizes e benéficos como a descoberta, na Segunda Guerra Mundial,  dos códigos secretos dos nazistas que abreviou o fim de Hitler.

No jornalismo brasileiros há também casos assim: repórteres que trilham, com desenvoltura e independência, os labirintos do poder.

Eliane Cantanhêde é uma dessas garimpeiras a serviço da notícia, com apuração e narrativa castiças, tanto na imprensa escrita como no rádio, televisão e no digital. E sua produção multimídia impressiona: colunista no Estadão – jornal, rádio, e blog –  e o pacote completo combinado ainda diariamente com repórter e comentarista no "Em Pauta" da GloboNews. E, além disso, creiam-me, atende convites para conferências, seminários, entrevistas  e colaborações, como a da presente seção.

Tanta sinergia, tem explicação. É sua mãe, dona Ruth de Almeida Cantanhêde, ambas orgulhosas cariocas.

Ano passado, Eliane recebeu de IMPRENSA o Troféu Mulher IMPRENSA, na categoria de colunista de jornalismo Impresso, eleita que foi pelos jornalistas, seus pares. Ela foi acompanhada na festa de entrega da láurea por sua mãe. Que maravilha! Dona Ruth (94) abrilhantou a festa. Inesquecíveis suas intervenções, observações e espírito jovem.

Quem tem uma mãe assim, tem também de ser esperta, viva e alegre.

Essa é a Eliane que nossos internautas conhecerão agora.

Na era multimídia, por Eliane Cantanhêde

Sou jornalista, sempre quis ser jornalista e nunca quis ser outra coisa que não jornalista. Mas, afinal, o que é ser jornalista nestes dias de muitas dúvidas quanto ao futuro dos jornais e revistas impressos, de empresas muito endividadas, de uma enxurrada de demissões de gente muiiiiiito boa na profissão?

O mundo está sempre em movimento, como a política, a economia, os empregos, os países, os estados, as cidades _ e cada um de nós. Logo, os jornalistas devemos também manter a capacidade de ousar, desbravar o novo, olhar para o horizonte. Se as empresas estão lá com seus problemas, precisamos nos adaptar à realidade e nos “reinventar”.

Assim, continuo com um pé, o coração e a mente no impresso, até porque decidi ser jornalista, aos 14 anos de idade, justamente porque gostava de ler e de escrever e, como estreei nas redações ainda na época das Olivetti e das Remington, até hoje digo que adoro “batucar as pretinhas”. Mas não me fechei em redações, nem numa só plataforma.

Marco presença com minha coluna e com reportagens eventuais no velho e querido Estadão, mas tive uma baita sorte: me aventurei tardiamente na TV e logo na GloboNews, que é o canal a cabo mais simpático e que mais cresce no Brasil. E logo no "GloboNews Em Pauta", que é o programa mais simpático não apenas do Brasil, mas do planeta. Também, pudera, com aquela equipe!

Não satisfeita em ter jornal e TV, lá estou eu aprendendo todo um dia um pouco sobre um veículo espetacular: o rádio. De segunda a sexta, bato um papo com os ouvintes da Rádio Estadão (SP). Três vezes por semana, gravo para a Rádio Itatiaia (MG). E toda segunda, depois das 9h, entro no “Passando a Limpo” da Rádio Jornal (PE).

Ah! Tenho também um blog no Portal do Estadão, onde publico furos eventuais, bastidores, análises. E, no frigir dos ovos, tento divulgar meu trabalho também pelas redes sociais, onde descobri milhares de amigos sempre estimulantes.

Adoro esse contato, para o qual reservo as minhas noites (a partir das 23 horas, já de casa). Quanto àqueles cidadãos e cidadãs grosseiros e até violentos que a gente nunca sabe se são reais, virtuais ou venais? Simplesmente bloqueio. Não perco um minuto do meu humor com eles.

E, assim, gente, o mais importante é que, seja no papel, numa telinha de TV, numa telinha de internet ou numa rádio, o fato é que nós, jornalistas, continuamos sendo um importante canal entre os poderosos (institucionais, privados...) e uma sociedade cada vez mais ávida por informação de qualidade, que ajude a pensar, a criticar, a decidir e a mudar o nosso País – quem sabe o mundo?! 

Na seção "Sinval Convida", o diretor de IMPRENSA convida profissionais renomados para escreverem artigos sobre e para o trade de Comunicação. Leia também as colunas de Nemércio NogueiraMíriam LeitãoSérgio CarvalhoFrei Betto, Ricardo KotschoJosé NêumanneZé HamiltonRicardo NoblatOtto SarkisEugênio Bucci  Eloi ZanettiJosé Maria dos Santos e Silvestre Gorgulho.