Sinval Convida: As múltiplas habilidades do comunicador, por Eloi Zanetti

Elói Zanetti | 18/11/2016 14:00



Eloi Zanetti  por Sinval de Itacarambi Leão

"Diziam os antigos que o homem só é perfeito quando gera um filho, planta uma árvore ou escreve um livro. Eloi Zanetti é um comunicador que goza do privilégio de ter realizado as três exigências e, portanto, é candidato à perfeição. Pai, escritor e ativista da preservação da natureza.

A RPPN (Reserva Privada Permanente da Natureza), localizada na Serra do Mar, no Vale da Ribeira, pertencente ao Instituto Boticário, teve nele a figura de idealizador e realizador, que é reconhecida por todos. Criou também a Escola da Criatividade, uma ONG a quem muito deve o jornalismo e a publicidade brasileiras. Livros sobre comunicação não foi só um, foram 10. E cinco de literatura infantil.

Membro permanente do Prêmio ABERJE de Jornalismo, lidou e lida com a evolução do analógico pro digital, na comunicação empresarial no Brasil. Conferencista e consultor, é criador também da Casa do Contador de Histórias, um movimento entre os amantes da leitura, que encanta os grupos que participam do projeto. Chave de ouro para quem criou o 'Gente que faz', campanha publicitária do Bamerindus, nos anos 1980, recordista de prêmios publicitários até hoje".


As múltiplas habilidades do comunicador, por Elói Zanetti

Se batermos à porta de qualquer empresa, de qualquer tamanho, em qualquer lugar e perguntarmos quais são seus grandes problemas, com certeza receberemos como resposta: falta de dinheiro - capital de giro - e deficiência na comunicação entre colaboradores e o mercado. O item comunicação sempre aparecerá entre as maiores preocupações dos dirigentes empresariais e dos serviços públicos. Quando um governante não é reeleito ele sempre culpa a falta de comunicação.  

A comunicação nas instituições tem assumido relativa importância na gestão e na venda de produtos, serviços e ideias, por isso, a necessidade de comunicadores hábeis nas técnicas do saber fazer e nas tratativas entre as pessoas, assunto que envolve boa formação cultural e humanística.

Nas grandes corporações, o profissional comunicador, esteja ele em cargo de gerência ou diretoria, estará normalmente ligado ao presidente, às outras diretorias e aos conselhos. Cabe a ele assumir alguns papéis e habilidades para que o fluxo da comunicação se desenvolva a contento. 

O comunicador, por ser um generalista - entende um pouco de tudo, mas não necessariamente nada em profundidade -, deve saber fazer sem receio o papel de bobo da corte, isto é, elaborar perguntas impertinentes e idiotas aos que detêm o poder. A presidência de uma grande instituição é um cargo solitário e, por isso, necessita de alguém que a ajude a pensar. O comunicador tem o preparo e a malícia de fazer isso nos momentos apropriados. Como o sparing no boxe, ele se opõe ao campeão obrigando-o a ficar cada vez mais forte e combativo. Um bom sparing comunicador pode evitar decisões desastradas. 

Para poder construir parcerias estratégicas, dentro e fora da instituição a fim de dar boa conta do seu trabalho, ele dever ter habilidades políticas – no sentido das relações entre as pessoas. Deverá conhecer muito bem o terreno onde pisa e com quem está tratando porque muitas vezes percorre trilhas perigosas, interferindo em interesses não bem explícitos. Não se pode ser santo, nem ingênuo nesta profissão. 


Na seção "Sinval Convida", o diretor de IMPRENSA convida profissionais renomados para escreverem artigos sobre e para o trade de Comunicação. Leia também as colunas de Nemércio NogueiraMíriam LeitãoSérgio CarvalhoFrei Betto, Ricardo KotschoJosé NêumanneZé HamiltonRicardo NoblatOtto Sarkis e Eugênio Bucci.