Funcionários da Rádio e TV Cultura entram em greve por melhores salários

Redação Portal IMPRENSA | 09/09/2016 13:30
Funcionários da Fundação Padre Anchieta, empresa mantenedora da Rádio e TV Cultura, entraram em greve na madrugada da última quinta-feira (8/9) para reivindicar melhores salários e condições de trabalho.
Crédito:Priscila Chandretti
Jornalistas e radialistas reivindicam melhores salários e condições de trabalho

Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP), jornalistas e radialistas se reuniram na porta da empresa com o apoio da entidade e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo (Radialistas-SP).

O SJSP informou que os funcionários não recebem aumento desde maio de 2014 e pressionam a empresa para aprovar um acordo coletivo. De acordo com a entidade, a Fundação está no impasse de negociações há três anos. O aumento necessário para repor a inflação do período é de 25,12% para jornalistas e 20,72% para radialistas.

A Fundação Padre Anchieta havia entrado com um pedido de liminar para garantir que 60% dos funcionários trabalhem. O pedido foi aceito, pois, para a juíza Alcina Maria Fonseca Beres, do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, trata-se de um serviço essencial.

O Sindicato recorreu da medida, defendendo a legitimidade da greve e que, no setor de telecomunicações, somente a telefonia pode ser considerada um serviço essencial. Os trabalhadores debateram a situação e apoiaram o recurso durante assembleia.

Procurada por IMPRENSA, a empresa afirmou, por meio de nota, que respeita a decisão dos funcionários e que a direção mantém constantes negociações junto aos órgãos governamentais para conseguir melhorias em benefício de seus colaboradores.    

Também informou quen, no último mês, a FPA teve autorização junto ao Conselho de Defesa dos Capitais do Estado (CODEC) para reajustar o vale-refeição de seus colaboradores, com recursos próprios.

"Todas as providências necessárias para manter as atividades administrativas e as emissoras no ar estão sendo tomadas pela instituição, que permanece aberta ao diálogo com os sindicatos e colaboradores", acrescentou. 

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