Entidades condenam agressões a profissionais de imprensa em protestos

Redação Portal IMPRENSA | 06/09/2016 10:30
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE) condenaram as agressões sofridas por profissionais de imprensa durante a cobertura dos protestos do último domingo (4/9).

Crédito:Reprodução
Jornalistas são agredidos durante cobertura de protestos em SP

As entidades citam o caso do repórter da BBC Brasil, Felipe Souza, que cobria a manifestação contra o presidente Michel Temer, em São Paulo, quando foi agredido por policiais. "O jornalista estava identificado com colete e crachá da imprensa, mas, ainda assim, foi vítima de pelo menos quatro policiais que deveriam zelar pela segurança do protesto", lembrou a Abert.

"As agressões verbais e físicas registradas pelo repórter repetem um padrão de abusos contra a imprensa que vem sendo registrado desde os protestos de 2013, especialmente quando os manifestantes são de oposição ao governo de São Paulo, o que fere não apenas aos jornalistas, mas a liberdade de expressão, e o direito de protestar garantido pelas instituições democráticas do Brasil e do exterior", observou a ACE. 

Na nota, a Abert lembra também do episódio com a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo no Rio de Janeiro, onde o engenheiro Rubem Ricardo Outeiro de Azevedo Lima, aos gritos de "jornal fascista" e "golpista", chutou o carro do jornal amassando o porta-malas e a porta do motorista.

De acordo com a Associação, pelo menos dez casos de agressões contra profissionais da imprensa foram registrados nos protestos da semana passada. A entidade pede que as autoridades façam uma "apuração rigorosa" dos fatos e punam os culpados.

"A ACE apoia também o apelo de entidades nacionais e internacionais que defendem o exercício da atividade jornalística, pedindo ao Governo de São Paulo que investigue e puna os abusos registrados contra jornalistas e cidadãos desarmados", completou.

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