ANJ critica ataques contra profissionais e empresas jornalísticas em protestos

Redação Portal IMPRENSA | 02/09/2016 11:00
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou as agressões e ameaças contra jornalistas e empresas jornalísticas por parte de manifestantes contrários ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e por forças policiais.

Crédito:Reprodução/Folha
Folha de S.Paulo foi atacada durante manifestação na última quarta-feira (31/8)

"Os atos praticados pelos manifestantes foram iniciativas intoleráveis de intimidação. Já as agressões e destruição de registros fotográficos dos acontecimentos por parte de policiais militares contra profissionais devidamente identificados caracterizam violência e arbitrariedade inaceitáveis", escreveu.

Na última quarta-feira (31/8), um grupo atacou a sede da Folha de S.Paulo. Os manifestantes picharam a palavra "golpista" e atiraram um cavalete na fachada do jornal. Militantes afirmaram que a ação foi uma crítica à cobertura da imprensa durante o processo de impeachment. 

No dia seguinte, o fotógrafo Fernando Fernandes ficou ferido após ser atingido na boca por um tiro de bala de borracha, enquanto acompanhava a manifestação que pedia a saída do presidente da República, Michel Temer.

A entidade reforça que nos dois casos, além de por em risco a integridade física dos profissionais, as ações são uma "afronta ao direito da sociedade de ser livremente informada". Frisa também que não se pode confundir o direito à manifestação com vandalismo ou a manutenção da ordem com violência e censura.

"A ANJ espera que as autoridades apurem os casos ocorridos ontem, lhes dê o devido tratamento legal e se empenhe de forma permanente em preservar o livre exercício do jornalismo", completa.

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