“Tem tanta coisa a ser explorada”, opina Flávia Cintra sobre as Paraolimpíadas

Gabriela Ferigato | 28/06/2016 16:30



Apesar de acreditar que aumentou o interesse e o espaço dado ao tema Paraolimpíadas, Flávia Cintra, repórter do “Fantástico”, da TV Globo, afirma que ainda há muita coisa a ser explorada.
Crédito:arquivo pessoal
Flávia Cintra, repórter do “Fantástico” (TV Globo)
“Como o trabalho dos voluntários. Olha que coisa importante, gente do Brasil todo que gostaria de ser voluntária, mas não dispõe de recursos financeiros para bancar um hotel. Já pensou se uma notícia como essa mobiliza uma campanha de pessoas que abrem suas casas para receber voluntários? Olha o poder que nós temos”, afirma Flávia.

Além disso, a jornalista acrescenta que a relação dos atletas com seus técnicos, como é a exigência, o preparo do treino ou como funciona a classificação funcional são pautas que podem ser exploradas. “O público tem dúvida. Tudo isso vai trazendo uma aproximação do público com o assunto a ponto de despertar a vontade de estar lá [nos Jogos]”.

De acordo com a repórter, um sintoma de como a imprensa trata o assunto de um jeito equivocado é a maneira de falar “para-atleta”. “Ele é atleta. Pode falar atleta paraolímpico, mas quando chama ‘para-atleta’ está categorizando o lugar dele. Não é menos atleta que os demais”.

Fórum Cobertura Paraolímpica

O “Fórum Cobertura Paraolímpica”, idealizado por IMPRENSA com o apoio do curso de jornalismo da ESPM São Paulo, aconteceu no dia 24 de junho. Confira a cobertura completa do evento e mais informações sobre os Jogos Paraolímpicos em nosso site.

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