Colunista polemiza ao acusar mídia estrangeira de receber para criticar Temer

Redação Portal IMPRENSA | 13/06/2016 10:00
O jornalista Guilherme Fiúza, colunista da revista Época, causou polêmica ao defender no texto "Carta aos covardes", publicado na última sexta-feira (10/6), que parte da imprensa internacional, contando o norte-americano The New York Times, estaria recebendo para criticar o governo interino de Michel Temer.


Crédito:Reprodução
Jornalista disse que mídia internacional "comprou" versão de golpe no Brasil

"O New York Times disse que o governo Temer soluça de crise em crise. Será que o jornal americano também está na folja dos companheiros? Estaria o NYT precisando também da mesada que nossos bilionários hérois progressistas pagam aos bravos e incorruptíveis jornalistas de aluguel deste país", diz Fiúza.

Para o colunista, a imprensa internacional "precisa tomar um pouco de vergonha na cara", porque o Brsil não teria importância para eles, mas que teriam de voltar para casa "e se olhar no espelho do mesmo jeito".

Fiúza acredita que a mídia tradicional de Estados Unidos e Europa "compraram" a versão de golpe de Estado no Brasil e, em razão disso, "a maior parte dela andou 'denunciando' o fato, ou flertando com a tese vagabunda" espalhada pelos que ele chama da "parasitas que sugaram o Brasil" por 13 anos.

Como alerta, o jornalista pede aos "prezados correspondentes internacionais" que façam seu trabalho direito, porque não se trata de uma brincadeira. E dá um alerta: "Esses 'progressistas' que vocês preguiçosamente adotaram como fonte, reproduzindo o discurso que a inacreditável Dilma Rousseff anda repetindo por aí, como alma penada, são nada menos que delinquentes".

Bate e rebate
Após o correspondente do NYT, Simon Romero, comentar que a coluna de Guilherme Fiúza era "simplesmente patética", o jornalista de Época divulgou um vídeo no YouTube em resposta à crítica.

O colunista explica que não acusou o jornal americano de receber dinheiro do PT, pois tratava-se de uma ironia e queria explicar, para que os seguidores de Romero entendessem a piada, e não levassem à sério a suposta acusação de que o veículo teria recebido propina para defender a tese de golpe contra Dilma.

"O Partido dos Trabalhadores manteve com dinheiro público uma imprensa de aluguel no Brasil durante anos", defende. Além disso, ele diz que faltou curiosidade ao NYT e a outros veículos em ler o pedido de impeachment, onde poderiam encontrar relatos os crimes que levaram ao afastamento de Dilma Rousseff, antes de defender em editoriais a ideia de que o Brasil estaria vivendo um golpe de Estado.

Assista ao vídeo:



Leia também
Revista "Time" diz que problemas de Temer podem trazer Dilma de volta ao poder
- Governo interino se defende de críticas enviando cartas à imprensa internacional