AGU recorrerá à Justiça contra reportagem da "IstoÉ" sobre Dilma Rousseff

Redação Portal IMPRENSA | 04/04/2016 10:00
Atualizado às 10h25

A Advocacia Geral da União (AGU) informou no último sábado (2/4) que acionará o Ministério da Justiça para abrir um inquérito por crime de ofensa praticado pela revista IstoÉ contra a honra da presidente Dilma Rousseff.

Crédito:Reprodução
Revista pode sofrer ação do Ministério da Justiça por ofensa à presidente

Na edição desta semana, a revista publicou um texto que compara a presidente a Maria I, a Louca, rainha de Portugal no fim do século 18. A publicação virou alvo de diversas críticas, acusada de machismo e misoginia por retratar Dilma como uma mulher histérica e descontrolada. 

“Não bastassem as crises moral, política e econômica, Dilma Rousseff perdeu também as condições emocionais para conduzir o governo”, diz um trecho da reportagem. Segundo o texto, a petista teria prometido vingança contra "traidores", ameaçado o juiz Sérgio Moro e quebrado um móvel do seu gabinete ao saber de uma delação com empresários da Odebrecht.

A AGU afirmou que recorrerá à Lei de Direito de Resposta para assegurar, junto ao Poder Judiciário, o mesmo espaço destinado pela revista "à difusão de informações inverídicas e acusações levianas". Disse também que os advogados particulares de Dilma estudam medidas para o ressarcimento dos danos morais.

A ex-ministra e deputada federal Maria do Rosário, citada entre na matéria entre as pessoas que teriam sido atacada pela presidente, repudiou a reportagem no Twitter. "Repúdio mentiras de @RevistaISTOE ! Dilma sempre me apoiou no trabalho como Ministra! E eu também Ñ me submeteria a um trato desrespeitoso.

Exijo de @RevistaISTOE, ñ sua fonte, pq deve ser a imaginação apodrecida pelo ódio de seus editores, mas igual espaço para dizer a verdade! "Repúdio mentiras de @RevistaISTOE ! Dilma sempre me apoiou no trabalho como Ministra! E eu também não me submeteria a um trato desrespeitoso. Exijo de @RevistaISTOE, não sua fonte, porque deve ser a imaginação apodrecida pelo ódio de seus editores, mas igual espaço para dizer a verdade!"

A reportagem repercutiu negativamente e gerou, inclusive, uma campanha nas redes sociais sob a hasthag #IstoÉMachismo. 

À IMPRENSA, o diretor de redação da IstoÉ, Mário Simas, disse que a revista mantém todas as informações que estão na reportagem. "São fatos apurados por nossos repórteres junto a fontes credenciadas", afirmou.

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