Lula pede investigação contra jornalistas da "Veja" e do site O Antagonista

Redação Portal IMPRENSA | 22/03/2016 09:00
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou quatro queixas que viraram inquéritos na 17ª Delegacia de Polícia do Ipiranga, em São Paulo (SP). Entre os pedidos está a investigação de crimes cometidos por jornalistas do site O Antagonista e da revista Veja.

Crédito:José Cruz/Agência Brasil
Ex-presidente acusa jornalistas de calúnia e difamação

Segundo a Folha de S.Paulo, os pedidos foram protocolados depois do ataque ocorrido contra o Instituto Lula, em julho de 2015, quando pessoas de dentro de um carro jogaram uma bomba caseira no portão da entidade. 

No dia 11 de novembro do ano passado, Lula disse que "tomou conhecimento de inúmeras publicações de textos promovidos pelo site O Antagonista" que continham "afirmações falsas, distorcidas da realidade e ofensivas que aviltaram sua honra e imagem", provocando crimes de calúnia, injúria e difamação.

Quinze dias depois, ele pediu investigação contra jornalistas da Veja depois que edição 2450 chegou às bancas. Na revista, o político aparece numa montagem "vestido com roupas listradas, como um presidiário". Lula alegou que também teve sua honra e imagem afetadas.

O ex-presidente protocolou ainda uma procuração para que seus advogados pudessem entrar com ações exigindo "direito de resposta ou retificação em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social".

Por meio de assessoria, Lula destacou que "não há qualquer intenção de constranger jornalistas com as providências adotadas, mas apenas de exercer o legítimo direito de se insurgir contra a prática de atos que possam configurar crime."

Além da investigação contra os profissionais de imprensa, o petista apresentou queixa contra a página Morte ao Lula no Facebook. De acordo com seus os defensores, o autor da página é o advogado Márcio Luiz Curci Nardy, que teria incitado crimes contra o político. 

Outro alvo foi o boneco inflável Pixuleco, que mostra Lula como presidiário. O político argumentou que a repercussão do boneco nos meios de comunicação teria causado "eventuais crimes de calúnia, difamação e injúria".

A Abril, que publica a Veja, disse, via assessoria, que não comentará o assunto. Os profissionais do Antagonista também não se posicionaram. O advogado Márcio Nardy, criador da página no Facebook Morte ao Lula, afirmou desconhecer o inquérito.

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