Em ato, funcionários da EBC pedem redução de indicação política na empresa

Redação Portal IMPRENSA | 17/11/2015 15:00
Atualizado em 18/11/2015, às 16h40

Em greve por discordância com a proposta de aumento salarial, funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) se reuniram na manhã desta terça-feira (17/11) em frente a um centro de convenções em São Paulo para manifestar contra a proporção de cargos indicados por políticos dentro da estatal. 

Crédito:Divulgação
Jornalistas seguem em greve e cobram redução de indicações políticas na EBC

Segundo o Estadão, cerca de dez funcionários pediam a redução da proporção de cargos destinados a indicações políticas. A própria EBC informa que 93,45% do total de empregados da empresa possuem vínculo efetivo com a Administração Pública. Do total de 2.607 empregados, 2.437 se encaixam neste perfil. Somente 170 empregados da empresa não possuem vínculo com a Administração Pública, num percentual de 6,55%.

Em alguns cartazes, os manifestantes chegaram a divulgar os nomes de alguns funcionários indicados, como a secretária executiva Regina Silvério, a diretora Katia Vaz e Manoel Araújo, superintendente da EBC. 

Além da manifestação, o centro recebeu ainda nesta terça um evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que contou com a presença do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Edinho Silva. 

Também presente no evento, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha, considerou como "injusta e machista" a indicação por parte dos manifestantes sobre sua esposa, Tássia Alves, ter sido outra funcionária indicada. "Minha mulher já demonstrou competência e não pode ser impedida de trabalhar por estar casada comigo. Não participei em nada de qualquer processo de indicação dela", comentou.