Pedir a volta da ditadura é inconcebível, diz o cronista Luis Fernando Verissimo

Redação Portal IMPRENSA | 05/10/2015 17:00
Em entrevista à Zero Hora nesta segunda-feira (05/10), o cronista gaúcho Luis Fernando Verissimo falou sobre o lançamento do livro "As Mentiras que as Mulheres Contam", a polarização do debate público e a falta de memória sobre a ditadura. 
Crédito:Haroldo Saboia
Em setembro, Verissimo concedeu entrevista à IMPRENSA para a seção Perfil

O novo livro de Verissimo segue o caminho de "As Mentiras que os Homens Contam", com crônicas publicadas na imprensa e um texto inédito, dessa vez sobre o universo feminino, mas com a mesma ironia. A obra estará à venda a partir da próxima quarta-feira (07/10).

Questionado pelo repórter como ele encara o risco de ser mal interpretado por isso, Verissimo disse que esse recurso é sempre perigoso, e que ele só funciona se também for lido com ironia. Segundo ele, quando o leitor não entende "é mortal".

"Lembro de uma vez em que escrevi sobre o povo brasileiro, dizendo que era o culpado pelos problemas do país, que é um povo doente, com maus dentes... E teve mais de um leitor que concordou comigo e veio me cumprimentar pela coragem de dizer algo que ninguém dizia", afirmou.

Ao comentar a polarização do debate político, o autor, que também é colunista e se posiciona em seus textos, afirmou que "está um debate raivoso" tanto da direita quanto da esquerda, e considera assustador a aproximação de alguns discursos do fascismo. "É triste isso."

O escritor contou que recebe muitas mensagens quando escreve sobre política mas não lê quando percebe que o conteúdo é "algo cheio de ódio". Para ele, isso aumenta principalmente com os escândalos de corrupção. Apesar de entender as manifestações contra a corrupção, ele critica os pedidos de volta da ditadura. "Isso é inconcebível. São pessoas que não lembram ou não sabem o que foi o regime militar", disse.

A entrevista completa pode ser lida no site da Zero Hora.

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