OAS desmente reportagem de "Veja" sobre Lula; Romário ameaça processar a revista

Redação Portal IMPRENSA | 27/07/2015 09:00
O executivo da OAS, José Adelmário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, desmentiu a reportagem da última edição da revista Veja. O texto diz que ele teria decidido contar ao Ministério Público "tudo o que sabe sobre a participação do ex-presidente no petrolão e como o filho Lulinha ficou milionário".
 
Crédito:Reprodução
Executivo e senador desmentiram denúncias da revista

Segundo o Jornal do Brasil, em nota divulgada no último sábado (25/7), a OAS negou qualquer conversa de Pinheiro com o MP. “Sobre a reportagem da Veja deste final de semana, José Adelmário Pinheiro e seus defensores têm a dizer, respeitosamente, que ela não corresponde à verdade. Não há nenhuma conversa com o MPF sobre delação premiada, tampouco intenção nesse sentido.”

A reportagem, assinada por Robson Bonin, cita "segredos devastadores" contra o ex-presidente Lula, como despesas pessoais que teriam sido pagas pelas empreiteiras e que ele teria conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.
 
Léo Pinheiro é réu na Lava Jato, acusado de atuar no núcleo empresarial do esquema que cartelizava licitações de obras da estatal e pagava propina para diretores indicados por partidos da base do governo.  

Em maio, Pinheiro decidiu permanecer em silêncio em interrogatório no primeiro processo criminal da Lava Jato, em que foi acusado por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Após seis meses de detenção, ele conquistou o direito no Supremo Tribunal Federal (STF) de cumprir prisão em casa, embora monitorado com tornozeleira eletrônica.

Romário pretende processar a revista

O senador Romário (PSB-RJ) afirmou, por meio de publicação em sua conta no Facebook no último sábado (25/7), que se sente um “ganhador na Mega-Sena” com a informação de que teria valor equivalente a R$ 7,5 milhões em conta na Suíça, após reportagem divulgada pela Veja.

A revista informa que consta extrato de conta de bancária em nome de Romário no banco suíço BSI, valor não declarado à Justiça Eleitoral em 2014, quando o parlamentar foi eleito para ocupar o Senado.

De acordo com a Veja, o extrato mostra crédito de rendimento em aplicações no período de um ano a partir de dezembro de 2013. O documento seria de 30 de junho de 2015. Manter dinheiro no exterior não é crime, mas o valor precisa ser declarado à Receita Federal e, no caso de políticos eleitos, deve constar também na declaração oficial de bens à Justiça Eleitoral.

Romário negou ter realizado aplicação “no período recente” e diz não ter recebido notificação do Ministério Público sobre o caso. “Obviamente, fiquei muito feliz com a notícia, assim que possível, irei ao banco para confirmar a posse desta conta, resgatar o dinheiro e notificar à Receita Federal. Espero que seja verdade, como trabalhei em muitos clubes fora do Brasil, é possível que tenha sobrado algum rendimento que chegou a esta quantia. Estou me sentindo um ganhador da Mega-Sena, só que do meu próprio honesto e suado dinheiro”, ironizou.

Romário ressaltou ainda que a reportagem da revista não citou fontes ao acusá-lo de negociatas com o seu partido e alertou os profissionais responsáveis pela reportagem: "Aos repórteres que assinam mentiras, nos vemos na Justiça".

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