Ministério da Saúde trabalha com três eixos de prioridade em relação à AIDS

Gabriela Ferigato | 01/12/2014 09:15
O Brasil chegou cedo ao acesso universal no tratamento da AIDS, o que torna o país uma referência no assunto. Mas ainda há muito a ser feito no combate à doença. Ivo Brito, coordenador da unidade de prevenção do Programa Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde, afirma que o departamento trabalha com três eixos de prioridade. 
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Brito participou do 1º Painel: AIDS: controle pela ação e educação
O primeiro é implantar uma resposta à epidemia que combine prevenção com assistência, unindo a possibilidade de testar e tratar. Ou seja, aumentar a oportunidade do diagnóstico e, quanto mais cedo as pessoas são tratadas, os resultados se tornam mais efetivos. 

O segundo é focalizar as ações, pois a epidemia tem características muito específicas como, por exemplo, os grupos mais vulneráveis. “Precisamos ter estratégias específicas que cheguem a esse público que, no geral, tem contra si a questão do preconceito. Trabalhar com prostitutas, usuários de drogas e travestis exige de nós medidas direcionadas e voltadas na questão de direitos humanos e combate ao preconceito”, afirma.

Porém, de acordo com Brito, que participou do 2º Fórum AIDS e o Brasil, organizado por IMPRENSA na última quinta-feira (27/11), ao mesmo tempo em que é necessário focar nesses grupos, há de se tomar o cuidado para não estigmatizar. 

O terceiro eixo é tratar das diferenças regionais, por isso a estratégia de fortalecer a gestão local com as coordenações de programas municipais e estaduais. Ao longo de todo o processo, Brito destaca a importância da relação do Ministério com os veículos de comunicação. 

“Precisamos atingir o maior número de pessoas e para isso a comunicação de massa é extremamente importante, mas não só ela. Pois há sempre uma tendência em homogeneizar a linguagem quando se trabalha a população”, diz. Segundo ele, o Ministério também mantém uma estreita relação com as rádios comunitárias. 

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