Coordenadora de programa valoriza raro debate sobre a cobertura da AIDS no Brasil

Maurício Kanno | 11/12/2013 15:40
A coordenadora do programa estadual DST/AIDS-SP, a médica Maria Clara Gianna, diz apreciar um evento que discuta a cobertura sobre o tema, como o “Fórum AIDS e o Brasil”, que acontece nesta quarta-feira (11/12). “Ainda que eventos sobre a doença acabem falando algo sobre o assunto, é muito raro haver um dia para se debater isso com essa profundidade”, comentou. 

Crédito:Alf Ribeiro
Mediadora acha importante eventos para debater exclusivamente o tema AIDS na imprensa

Ela foi mediadora de painel que contou com a participação do editor da Superinteressante, Bruno Garattoni. Durante a discussão, choveram críticas à capa de agosto da revista, que estampava “Enfim, a cura”, por induzir uma espécie de euforia precipitada. Maria Clara  diz que, a exemplo da ocasião, o debate efervescente, um livre espaço para exposição de opiniões, é precioso. 

Gianna também acredita que Garattoni soube lidar bem com as críticas. “Ele mesmo admitiu que o título não conversava tão bem com o texto e já falou do plano de montar novas matérias sobre AIDS. 

Pra ela, é natural ser mediadora de uma mesa tão polêmica. “Isso faz parte de meu cotidiano como coordenadora do programa estadual. Lido o tempo todo com ONGs, pacientes, entre outros relacionados.” 

"Senti uma repercussão forte depois da entrevista que a revista IMPRENSA publicou comigo [há duas edições]. Achei a matéria muito boa e muitos vieram comentar comigo sobre o assunto, incluindo gente aqui no evento, como o editor da Super”, contou. 

Normalmente, as lembranças dos leitores sobre a entrevista, segundo ela, foram relacionadas ao processo histórico de cobertura da mídia sobre AIDS, mas ressalta que a doença continua um problema grave.