Glória Maria recebe Troféu Mulher IMPRENSA: “Meu projeto é ser repórter e mais nada”

Guilherme Sardas | 13/03/2013 16:30

Crédito:Alf Ribeiro
Glória Maria

Na noite da última segunda-feira (11/3), a jornalista Glória Maria, da TV Globo, recebeu o Troféu Mulher IMPRENSA de Contribuição ao Jornalismo, sendo a grande homenageada da noite de premiação, realizada em São Paulo.

Em entrevista à IMPRENSA, Glória definiu a data como um dos dias mais importantes de sua vida profissional. “Tenho mais de 30 anos de jornalismo, e não sou uma mulher de muitos prêmios. Mas, os que tenho são bacanérrimos”, comentou.


Apresentadora do “Globo Repórter” ao lado de Sérgio Chapelin, Glória diz não ter projetos profissionais além daquilo que mais ama: a reportagem. “Desde que comecei, nunca tive projeto. Meu projeto sempre foi ser uma grande repórter. A reportagem era nosso fim e nosso meio. Então, além disso, não quero mais nada.”


Nas mais de três décadas de carreira na emissora, a jornalista protagonizou momentos memoráveis da TV brasileira, sendo a primeira repórter negra da TV brasileira e também a pioneira entre as mulheres na cobertura de guerra no país, em 1982, com o conflito das Malvinas.


Entre os trabalhos inesquecíveis, cita ainda as entrevistas com os astros pop Michael Jackson e

Crédito: TV Globo

Freddy Mercury, grandes aventuras como o primeiro salto de asa-delta da TV, em 1982, e a famosa travessia entre dois balões a mil metros de altitude, que foi ao ar em 2012, pelo "Domingão do Faustão".

Apesar do farto e diversificado currículo, a jornalista elege aquela que julga a mais importante cobertura da carreira. “Talvez, tenha sido a cobertura da posse do presidente [Jimmy] Carter. Eu estava começando e a emissora confiou em mim. Foi maravilhoso.”


Ao subir ao palco para receber o Troféu Mulher IMPRENSA, Glória falou de preconceito, do amor ao jornalismo e da maior lição de sua vida: a liberdade.


“O jornalismo me permitiu a ser um ser humano melhor. Ser uma pessoa que tem o olhar de quem sofreu preconceito, superou o preconceito, sem guardar rancores e mágoas. Tive o privilégio de ter uma avó e uma mãe que me ensinaram que a coisa mais importante do mundo é a liberdade, então consegui ter uma carreira, uma profissão, sendo livre, o que na verdade não é o caminho mais fácil.”


Há pouco menos de um mês, a apresentadora do “Globo Repórter” ganhou também o prêmio Anu, entregue pela Central Única das Favelas (Cufa) a iniciativas e pessoas que promovem o desenvolvimento social e a igualdade no país.