Busca por inovação e incentivo ao pensamento transmídia estão por trás da produção do Comunicare

Gisele Sotto, em colaboração | 08/11/2019 14:31
Dando sequência ao Bastidores do Labjor sobre a PUCPR, o Portal IMPRENSA conversou com Renan Colombo, um dos professores responsáveis pelo Comunicare. Colombo divide a coordenação do jornal-laboratório com os professores Lenise Aubrift Klenk e Rafael de Oliveira Andrade. 

Nessa entrevista, ele fala dos bastidores de produção do Comunicare e dos desafios de manter o jornal atraente para os leitores e estudantes. Estão envolvidos nesse processo os estudantes dos períodos iniciais e intermediários do curso de jornalismo da PUCPR, que atuam como pauteiros, repórteres, fotógrafos, editores e diagramadores.
Crédito:Divulgação / Jornal Comunicare - PUCPR

Como é o processo de definição das pautas? 

Renan Colombo: O Comunicare é feito a partir da sala de aula. Os estudantes do 2º e 3º ano são divididos em trios para que possam definir as pautas. A gente trabalha com cinco editorias, sendo três de hard news – Editoria, Cidades e Economia – e duas de soft news – Cultura e Esportes. Da primeira vez, os estudantes podem escolher que editorias vão cobrir, e depois vamos mesclando, para que eles transitem pelas cinco editorias. Eles elaboram um documento de pauta, que passa para a avaliação dos professores. A gente sempre se pauta por fatos que tenham referência geográfica, ligados ao Paraná, a Curitiba, já que entendemos que isso é relevante e contribui bastante para o processo de criação do jornalismo, como se fosse um jornalismo local, nesse momento inicial da formação. 

Nos vídeos abaixo, o professor comenta as dificuldades que identifica nos estudantes para o desenvolvimento das matérias. 



Quais são os conhecimentos que eles já trazem e que ajudam no processo? 

Renan Colombo: Em relação aos temas que eles já dominam, eu identifico que eles têm muita familiaridade com os temas próprios da adolescência. Toda vez que tem uma pauta que envolva, por exemplo, séries de TV, sexo na adolescência, eles têm um conhecimento prévio que é relevante, e até facilidade para encontrar especialistas e personagens. Mas claro que, no nosso trabalho, a gente busca expandir, fazendo com que eles busquem outros temas, para que as reportagens não sejam autocentradas, tenham um olhar, uma preocupação social, e para isso a gente precisa fazer todo um trabalho de desenvolvimento. 

Como é o feedback dos estudantes em relação à produção das matérias? 

Renan Colombo: Os estudantes gostam muito de produzir para o jornal, é uma alegria ver as reportagens publicadas, até porque é a nossa primeira plataforma física. Temos uma revista, mas é produzida nos estágios mais avançados do curso. Então é muito comum os estudantes relatarem que vão levar vários exemplares do jornal para distribuir à família, ou que vão colocar a reportagem num quadro, já que o nome deles está lá gravado. É a primeira vez no curso que eles visualizam um trabalho de produção de reportagem concluído e, mais do que isso, materializado. O jornal é uma plataforma em crise, por causa da realidade da indústria jornalística, mas no âmbito universitário, tem um papel muito interessante de desenvolvimento e até mesmo de identificação dos estudantes com a profissão.   

Nós vídeos abaixo, o professor responsável do Comunicare fala sobre uma novidade no jornal, pensada para ampliar a interação dos leitores com o conteúdo e fazer a integração com o ambiente digital. 





O jornal-laboratório 
Nome: Comunicare
Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), de Curitiba/PR
Professores responsáveis: Lenise Aubrift Klenk, Rafael de Oliveira Andrade e Renan Colombo
Data de inauguração: 1997
Quantidade de estudantes envolvidos: Cerca de 30 por edição

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