Opinião: "Felicidade medida", por Daniela Barbará

Daniela Barbará | 27/03/2019 13:56

Crédito:Pixabay



Produto Interno Bruto, assistência social, expectativa de vida, liberdade, percepção de generosidade, corrupção e qualidade de vida dos imigrantes. Esses são os itens levados em consideração pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável – um órgão de pesquisa multidisciplinar ligado à ONU – para a elaboração do Relatório Anual da Felicidade, divulgado no dia 20 de março, data em que se comemora o Dia da Felicidade.

O material, que está em sua sétima edição, aponta uma disputa entre quatro países para ser o primeiro no ranking mundial de felicidade: Finlândia, Noruega, Dinamarca, Islândia e Suíça. Mas, pelo segundo ano consecutivo, a Finlândia levou para casa o troféu dado pela ONU do país mais feliz do mundo.


De acordo com o novo relatório, o Brasil perdeu quatro posições, passando do 28º lugar para o 32º em relação à última edição. De acordo com o Suno Research, na América do Sul, o Brasil só perde para o vizinho Chile (26º). Os brasileiros estão à frente de Uruguai (33º), Colômbia (43º), Argentina (47º), Equador (50º), Bolívia (61º), Paraguai (63º), Peru (65º) e Venezuela (108º).


Os países mais felizes do ranking da ONU por ordem são: Finlândia, Dinamarca, Noruega, Islândia, Países Baixos, Suíça, Suécia, Nova Zelândia, Canadá, Áustria, Austrália, Costa Rica, Israel, Luxemburgo, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos e República Tcheca. Já os países menos felizes do ranking da ONU por ordem são: Sudão do Sul, República Centro-Africana, Afeganistão, Tanzânia, Ruanda, Iêmen, Malawi, Síria, Botswana e Haiti.


Depois de escrever tudo isso e de perceber como o Brasil está longe do topo do ranking, fico pensando: onde está a felicidade do seu cliente e da sua agência? Como esse índice poderia ser medido e avaliado dentro dos parâmetros cotidianos de trabalho de comunicação, em especial, da comunicação corporativa? Como medir a percepção de generosidade no dia a dia de um trabalho de comunicação que segue apagando incêndios a cada instante? Vamos pensar nisso?


Acesse aqui o relatório original.


Crédito:Arquivo pessoal
Sobre a autora: Minha base profissional veio do jornalismo econômico impresso e online. Depois entrei no setor de comunicação corporativa e nunca mais parei. Parte do meu trabalho nos últimos anos foi encontrar oportunidades de levar a comunicação dos meus clientes aos seus públicos-alvos da melhor forma possível, sempre com o alinhamento de comunicação e de expectativas. Durante três anos intensos da minha vida trabalhei com aviação civil e aprendi na prática a arte do gerenciamento de crise e de viajar à trabalho. Acredito que a boa comunicação é capaz de mudar o mundo, as empresas e as relações entre pessoas. Há mais de vinte anos trabalho com comunicação das mais diversas formas. Participo há alguns anos do Comitê de Capital Humano na Câmara Sueca. Atuo há mais de quatro anos voluntariamente como coordenadora do Grupo de Trabalho de Recursos Humanos da Abracom. Ministro palestras, aulas e workshops sobre Gerenciamento de Crise e Assessoria de Imprensa para interessados no tema e alunos de graduação e pós-graduação. Dúvidas? Me escreve: danielabarbara2012@gmail.com

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