“No IMPRESSÃO, entendi os critérios de noticiabilidade”, lembra Lucas Eduardo Soares

Gisele Sotto, em colaboração | 22/03/2019 17:20

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, na seção "Bastidores do Labjor", Lucas Eduardo Soares fala sobre os bastidores do Jornal IMPRESSÃO, do UniBH - Centro Universitário de Belo Horizonte.


Perfil do jornal-laboratório


Jornal IMPRESSÃO

Instituição: Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH, em Minas Gerais

Professor responsável: Coordenador do curso de Jornalismo: Prof. João Carvalho; Editora do jornal-laboratório IMPRESSÃO: Dandara Andrade

Para ler o jornal: https://issuu.com/impressaounibh

Data de inauguração: Maio de 1982

Quantidade de estudantes envolvidos: na edição atual (2019/1), cerca de 40 alunos do jornalismo, publicidade, design e fotografia

Crédito:Aidan Rocha


Essa foto foi tirada pelo Aidan Rocha, enquanto fazíamos a matéria sobre abstinências.


Perfil: Lucas Eduardo Soares, 22 anos, ex-colaborador do jornal-laboratório IMPRESSÃO e repórter do jornal Hoje em Dia, da Rede Record.


Por quanto tempo você trabalhou/colaborou no IMPRESSÃO e porque você decidiu entrar nele?


Desde quando entrei na faculdade, em 2014, eu senti que eu gostaria de trabalhar no IMPRESSÃO. Lembro-me que na minha primeira semana, lá no primeiro período, fui a uma reunião do jornal, ainda no campus da Lagoinha. Era uma redação muito aconchegante, com uma mesa no meio. Estávamos eu, Wilson Albino, Ludmila Bernardes, Danilo Silveira, William Araujo e Leo Cunha – Maurício Guilherme chegou depois - com os exemplares da edição mais recente.


Enquanto conversávamos sobre o momento pelo qual o país passava, tendo em vista que as eleições de 2014 estavam próximas, uma notícia deixou todo mundo em choque: o jatinho em que estava o candidato Eduardo Campos caiu e aquilo certamente mudaria o rumo da política. Ali, naquele meu primeiro momento no IMPRESSÃO, senti frio na barriga. E foi ali, também, que eu percebi como eu poderia amar conviver com aquilo. Por isso, após conseguir um tempinho livre entre faculdade e estágio, me dediquei por dois anos como voluntário neste incrível e importante jornal.


Uma história curiosa ou engraçada, que você já vivenciou no ou por causa do IMPRESSÃO.


As reuniões eram sempre muito construtivas. Chegávamos com dúvidas, saíamos com ideias e com a vontade, à flor da pele, de construir boas narrativas e tratar a informação com o máximo de cuidado que ela precisava. Os professores, Leo e Maurício, sempre davam muita autonomia aos repórteres. Mas, o mais engraçado era: não podia fazer matéria sobre Mercado Central. As risadas sempre apareciam quando algum calouro sugeria uma pauta sobre o tradicional cartão postal de BH. Não podia fazer, porque era muito batido. Todo mundo fazia pauta sobre o Mercado Central.


Qual foi o conteúdo que você produziu para o IMPRESSÃO que mais te marcou?


Eu já escrevi para quase todas as seções do IMPRESSÃO. Escrevi crônica, rodapé, dossiê, caderno DOIS, editorial... Mas a matéria que mais me marcou saiu na edição 203 (novembro de 2016) e chama-se "Passageiros, spotters à vista". Fui escalado para falar sobre uma prática muito comum, mas desconhecida por mim: pessoas que se juntam para admirar e fotografar aviões.


Também cobri o casamento dos meus pais, que selaram união em um casamento coletivo no Mineirinho. E me abstive de sair durante um mês, para uma matéria sobre abstinências. Tudo ao melhor estilo Hunter Thompson e Gay Talease.


Quais as principais mudanças que aconteceram no IMPRESSÃO, durante o tempo em que você trabalhou/colaborou nele?


Quando o IMPRESSÃO passou a dividir, com outros laboratórios (da comunicação), o mesmo espaço no campus Buritis (2015). Houve integração entre os estagiários. Mas não acompanhei muito de perto, porque não era bolsista. Participei das reuniões durante dois anos, mas não ficava o dia inteiro.


Como você definiria o seu antigo trabalho no IMPRESSÃO?


Eu diria que o IMPRESSÃO realizou o meu sonho de escrever para um jornal impresso e foi muito importante para a minha formação como repórter. Lá, entendi os critérios de noticiabilidade. Corri atrás de fontes, encontrei boas histórias e, muitas vezes, implorei por mais espaço nas minhas páginas. Era um estilo narrativo diferente. Só feito ali.


Qual dica ou conselho você daria para os outros laboratórios de jornalismo?


Eu gostaria de ressaltar a importância do acompanhamento, da proximidade entre tutores e tutelados. Durante o meu período, se não fossem as sacadas rápidas e bons conselhos de Leo Cunha e Maurício, não sei se teria sido tão proveitoso assim.


Crédito:Reprodução / Foto Jorge Lopes
Leia também as outras entrevistas:

“É um Jornalismo de empatia, de proximidade”, comenta Vitoria Ohana sobre o Jornal IMPRESSÃO, do UniBH


“Trabalhar no IMPRESSÃO me ajuda a enxergar mais o universo dos personagens”, diz Isabela Beloti


“Como editor do IMPRESSÃO, aprendi a pensar na publicação como um todo”, lembra Dany Starling


Se você é estudante de comunicação e tem uma história inusitada do seu jornal-laboratório, veja como participar da seção "Bastidores do Labjor".