Opinião: "Política é cidadania e vice-versa", por Leandro Massoni

Leandro Massoni | 11/12/2018 13:57
Nesses últimos tempos, o tema política tem sido o assunto em qualquer canto do Brasil, e quando personagens que fazem parte deste conglomerado político se fazem presentes nas narrativas cotidianas da população através de seus feitos ou “causos”, se é que podemos dizer assim, tudo toma uma proporção ainda maior, e às vezes isso é bom.

Sim, é bom porque fomentamos discursos, ideias e opiniões diversas referentes ao que se passa no dia a dia da nossa política. Digo isso porque esses dias, enquanto me recupero de uma cirurgia de hérnia umbilical, tenho lido, e muito. Leio de tudo, sem exceção, e nessas idas e vindas de livros, me surgiu – aliás, já havia comprado mês passado, acho – a obra “É Proibido Calar – Precisamos Falar de Ética e Cidadania com os Nossos Filhos”, do jornalista da rádio CBN Mílton Jung. 

Sobre o livro, ainda estou no começo, mas estou gostando muito. Tem uma abordagem direta, e ao mesmo tempo leve para se ler. É o tipo de obra que tem feito com que eu pensasse mais nas minhas e nas atitudes de muitos, principalmente os profissionais da comunicação, acerca do exercício da cidadania. Há também um evidente alerta à população para que cobre mais de seus representantes no poder, como o próprio Mílton ilustra e explica usando como exemplo seu projeto, o “Adote um Vereador - SP”.

Enfim, a minha ideia ao citar esse livro serve de base para que eu expresse o quanto nós, jornalistas, somos (nem mais nem menos do que os outros) responsáveis pelo exercício de uma conduta profissional baseada na ética. A liberdade de expressão, sim, é e continuará sendo muito válida e deve ser exercida sem medo, desde que feita da forma coerente e sem perder as estribeiras, pois para vencer o discurso inflamado pelo ódio, o clamor à justiça e a igualdade devem prevalecer, ainda mais nesses tempos confusos em que nossa sociedade está intrometida.

Episódios como o do presidente eleito, que foi ao Allianz Parque para acompanhar o jogo e o momento da entrega da taça de campeão brasileiro ao time do Palmeiras, servem para unirmo-nos em discussões, sobre se era válida ou não sua presença e qual peso teve para o cenário político nacional, por exemplo. A imprensa que esteve naquela ocasião acompanhando os acontecimentos, no geral, fez o seu papel, que era registrar os fatos, já que as conclusões cabem somente a nós.

Assim é o exercício da cidadania, do livre pensar e da vontade de mudar um panorama em que ainda se perpetua o discurso vazio de que “é assim mesmo”, “isso nunca vai mudar”, e por aí vai. Aliás, isso tudo é o que nos move também ao pecado da corrupção, que é o de se corromper e ser conivente com as situações. 

Aqui neste artigo deixo claro: não defendo lados, e sim, a tomada de posições melhores por parte da população, desde que embasadas em teses mais palpáveis e menos atreladas ao “disse me disse”, e porque não, as famosas “fake news”, intermináveis pragas do Egito dos tempos modernos. 

Quem deseja a verdade, deve ir buscá-la na fonte certa e evitar os poços sem fundo colocados pelos desavisados, e quem deseja discutir ou protestar, que se faça valer esse direito, afinal somos uma pátria amada e idolatrada por muitos e que deseja que seus filhos resplandeçam em suas vozes o orgulho de ser brasileiro.

Crédito:Arquivo pessoal
Sobre o autor: Leandro Massoni é jornalista formado pela Universidade Paulista (Unip) e pós graduado em Jornalismo Esportivo e Multimídias pela Anhembi Morumbi. É também radialista pela Radioficina Escola de Rádio e Televisão. Tem se aventurado a escrever sobre jornalismo esportivo por meio do site Jornalista em Campo. É também autor do vídeo documentário “O Futebol Nacional”, que conta a história do Nacional Atlético Clube através do ponto de vista de jornalistas e peritos no esporte bretão.

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