TCC discute a midiatização da infância nos processos de leitura

Redação Portal IMPRENSA | 13/09/2018 11:49
Crédito:Arquivo pessoal
A inspiração para o TCC de Christianny Cavalcante Bandeira Gaspar veio da curiosidade em saber como os nativos digitais estão lidando com as ferramentas digitais, especialmente nos processos de leitura. 

Christianny se formou em Publicidade e Propaganda na Estácio FAP, de Belém, e aqui fala sobre os bastidores de desenvolvimento do seu trabalho.  

Sobre o trabalho 

O interesse pelos nativos digitais veio da observação de minhas filhas e como elas procuram leituras na internet. Na escola, elas fazem parte de um projeto chamado “Lê pra mim” e já participei do projeto diversas vezes, a convite dos alunos. Pensando nisso, acabei percebendo que a midiatização da infância nos processos de leitura fazia parte do meu dia a dia.

Meu artigo “N@tivos Digitais” discute e investiga como as mídias digitais têm papel fundamental na formação da nova infância na contemporaneidade, que é marcada por processos de leituras expandidas, para além de instituições formais, como escola, igreja, família. Os media se tornam mais uma instituição capaz de articular processos de formação de crianças e adolescentes, como novos sujeitos/protagonistas da cultura digital.
 
Dessa maneira, o objetivo foi investigar essa teia de interações midiatizadas na infância nos processos de leituras. E, para isso, também desenvolvi um mini documentário, no sentido de tecer em imagens e relatos essa articulação leitura/comunicação/tecnologia que se dá na prática e demonstra um novo modo de vida da sociedade. Escolhi como exemplo a escola Heureca, escola de ensino fundamental em Belém. 

Autores como André Lemos, Lúcia Santaella, Pierre Levy me ajudaram a criar noções do contexto da ambiência comunicacional e tecnológica na cultura digital. 
 
Principal desafio ao longo da produção 

A pressão psicológica. Comecei a orientação em março de 2017, mas por nervosismo ocorreu um bloqueio de 2 meses, passava noites em claro, lendo e relendo as biografias, aquilo me consumia e me deixava com a sensação de incapacidade.
 
Os aprendizados

Inúmeros, autocontrole, a oportunidade de conversar com pessoas que me passaram ensinamentos que levarei para a vida inteira.

Também aprendi a entender e contribuir com os nativos digitais. Eles precisam de nós para compreender o desconhecido. Tenho tido a oportunidade de ajudar e explicar em vários momentos, e percebi que a mediação é o segredo para o acesso sem restrições.
 
Significado dessa experiência

É inexplicável, é tudo muito intenso desde o início. São anos dentro de uma faculdade com esse trabalho [o TCC] sendo endeusado por muitos, ninguém te fortalece, te colocam medo e falam coisas pra te derrubar psicologicamente. É natural que você comece a se sentir frágil e a pensar “eu não vou conseguir”.  

Mas no término da escrita, a qualificação, a defesa. A defesa foi algo surreal, são os 15 minutos mais longos da sua existência, mas os 15 minutos mais prazerosos, pois é neste tempo que você vai defender o que é seu. E o sentimento é de alegria, o desejo de querer falar e mostrar o que você construiu durante meses, o TCC é como um filho, o primeiro filho.
 
Como estudante, foi muito bom ter sido aprovada no CISECO (Colóquio internacional de Comunicação e Semiótica), fui apresentar meu TCC e pude entrar em contato com muitas referências, vivi um sonho.
 
Conselhos para quem está fazendo o TCC

Considere esse trabalho como qualquer outro, coloque peso em você e muito menos nele, nos entrelaçamos sem saber onde um começa e outro termina, mas somos sim capazes de separar e conseguir olhar de fora, afinal, somos expectadores de nós mesmos.

Para ler o artigo “N@tivos Digitais: A midiatização da infância nos processos de leituras por meio das mídias digitais”, clique aqui

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