Opinião: "O time de doze meninos", por Daniela Barbará

Daniela Barbará | 12/07/2018 16:21
O mundo parou para assistir diversas partidas de futebol no período da Copa do Mundo em algumas cidades russas. Jogadores uniformizados e árbitros e bandeirinhas corriam dentro e fora do campo em busca de um gol classificatório para avançar no campeonato transmitido internacionalmente. Diversos idiomas, várias nacionalidades e culturas diferentes com o mesmo objetivo.
Crédito:Quinho/EM/DA Press

Mas no dia 23 de junho tudo mudou. O mundo passou a olhar para outro time de futebol formado por 12 meninos, entre 11 e 16 anos, e seu treinador, de 25 anos, que entraram na caverna em Tham Luang, na Tailândia, e devido à fortes chuvas que causaram inundação do local, o grupo ficou preso por nove dias seguidos sem comer até ser encontrado por dois mergulhadores voluntários britânicos.

Assim começou uma narrativa que, além de comover o mundo, mobilizou mais de 1.000 pessoas de todos os cantos do mundo. O que se viu a seguir foi uma incrível onda de fé, amor, desprendimento, esperança e, mais do que tudo, uma imensa curiosidade para saber como ia acabar essa saga. Muito especulava-se sobre a saúde dos meninos, as mais diversas opções para a remoção, as imensas dificuldades da saída e outras questões logísticas. Jornalistas do mundo inteiro acompanhavam de perto o que estava acontecendo e iam atualizando o mundo sobre cada novo passo e acontecimento.

Com uma incrível capacidade de articulação em prol de um único objetivo, que era salvar aquelas treze pessoas com vida o mais rapidamente possível, mergulhadores estrangeiros e oficiais tailandeses conseguiram retirar os meninos em três grupos. 

Tudo indica que a saúde deles vai ser restabelecida, assim como as suas vidas em suas famílias e comunidades. Mas o aprendizado que fica mesmo é que com uma boa capacidade de comunicação, muito treinamento, esforços de todos os tipos, uma fé inabalável da população tailandesa e de todos os pares de olhos e corações que passaram a rezar por aquelas crianças, foi possível ter um final feliz.

Crédito:Arquivo pessoal
*Daniela Barbará trabalha há vinte anos com comunicação corporativa. É formada em jornalismo pela FIAM com pós-graduação em Relações Internacionais pela FAAP. Em redações, passou pela Gazeta Mercantil, agência Dinheiro Vivo e outros veículos com maior ênfase em cobertura econômica. Durante três anos trabalhou com comunicação em aviação civil no Brasil e na América do Sul com a GOL, Varig e TAM. Atuou na equipe de gestão de crise da queda do vôo 1907 da Gol. Nos últimos oito anos é diretora de Operações da EVCOM, coordena voluntariamente o grupo de trabalho de RH da Abracom há quatro anos e é professora convidada para aulas sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise para cursos de graduação e pós-graduação.

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