As dificuldades do algoritmo tupiniquim e suas possíveis projeções

Especialistas comentam os desafios atuais da produção nacional de algoritmos

Artur Alvarez, da Universidade Presbiteriana Mackenzie | 03/10/2019 14:20
O painel 3 do mídia.JOR foi mediado por Zeca Camargo, jornalista e apresentador na TV Globo, e contou com Alessandra Montini, diretora do LabData da FIA e Professora FEA/USP, Lilian Ferreira, editora-chefe do VivaBem e Tilt no UOL, e Carmelo Iaria, Fundador e CEO na The AI Academy.
Crédito:Matheus Zúñiga Silvestre

Os convidados discutiram as produções de algoritmos envolvendo a Inteligência Artificial (IA) no Brasil, o impacto que nossa produção tem, e pontuaram alguns dos principais polos de produção algorítmica nacional, tais como os estados de SP, SC e PE.

Veem um bom futuro para a IA no Brasil. Lilian acredita que um aumento da importância dos algoritmos e IA nacionais passa pelo uso da língua portuguesa. Isso porque essa tecnologia ganharia força ao incluir um grande público e estaria ligada à nossa cultura.

“Estou super otimista (em relação ao progresso). O Brasil tem muitas startups, estamos fazendo muita coisa, claro que está longe do primeiro mundo, mas estamos fazendo, mesmo com pouco investimento", diz Alessandra. Ressalta também que não é necessário começar do zero e enxerga uma boa possibilidade de desenvolvimento na criação de produtos rentáveis a partir de trabalhos já existentes.

No entanto, a falta de verbas e de incentivo do governo para publicações acadêmicas no contexto nacional, além da não cooperação entre pesquisadores e a abordagem complexa do tema para o público, são algumas das dificuldades apontadas para o desenvolvimento da IA no Brasil.

Desenvolvimento a partir da “democratização” da IA

A discussão desse tema ainda é muito complexa, e isso afasta os leigos do tema. “A gente bate muito nessa tecla, tanto na tecnologia quanto agora no Tilt. A gente vê isso, que há um distanciamento da pessoa porque ela nem sabe do problema, e já estamos apresentando para ela a solução”, resumiu Lilian.

“A IA está pelo mundo e o que a gente tem que entender é: o que ela é capaz de fazer e como podemos nos proteger”, diz Alessandra. Sua fala demonstra a necessidade da sociedade entender as ideias por trás dos algoritmos que regem a IA.

Com explicações mais simplificadas, isso se torna viável e a “democratização” da IA poderia ser alcançada. Assim, maiores incentivos para o crescimento do cenário nacional de algoritmos e IA, por parte da sociedade, agora informada, seriam mais prováveis.

*Artur Alvarez é estudante na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Para a cobertura do mídia.JOR, IMPRENSA estabeleceu uma parceria com universidades e professores por meio do projeto "Embaixador IMPRENSA" - uma iniciativa do Portal IMPRENSA que reúne estudantes de Comunicação para um intercâmbio de informações e experiências.

Leia também