“As máquinas ainda não podem substituir um cérebro humano”, diz Laura Ellis, da BBC de Londres

Geovana Miranda Carvalho, da Universidade São Judas Tadeu | 03/10/2019 13:18
O mídia.JOR, em sua 5ª edição, trouxe para o centro de debates a Inteligência Artificial (IA) no jornalismo no Brasil e no mundo. A Inteligência Artificial está hoje muito presente nas redações, e o evento discutiu quais são os benefícios, malefícios e as expectativas para o futuro que a IA traz.
Crédito:Geovana Miranda Carvalho

Segundo Laura Ellis, Diretora de Inovação Tecnológica da BBC (Londres), as máquinas podem tornar os jornalistas melhores e abrem um mundo de oportunidades.

A jornalista relata como a IA ampara o trabalho jornalístico dentro da BBC. Os jornalistas na redação possuem auxílio para a transcrição de entrevistas, e a IA também contribui para a entrega de um serviço personalizado ao público. 

Laura abordou quais são os malefícios que as máquinas podem trazer. Cita como exemplo as discussões polarizadas online, em que as máquinas podem piorar a raiva e o discurso de ódio, gerando também muita desinformação. 

Mediada pelo jornalista e curador do evento, Lúcio Mesquita, Laura Ellis se mostrou confiante no futuro. Ela prevê que, em um futuro próximo, a IA será uma ferramenta grandiosa para a construção de narrativas e poderá fomentar pautas não desenvolvidas. Mesmo admitindo que perder o emprego pela substituição por robôs é um risco, segundo ela “as máquinas ainda não podem substituir um cérebro humano”.

*Geovana Miranda Carvalho é estudante na Universidade São Judas Tadeu. Para a cobertura do mídia.JOR, IMPRENSA estabeleceu uma parceria com universidades e professores por meio do projeto "Embaixador IMPRENSA" - uma iniciativa do Portal IMPRENSA que reúne estudantes de Comunicação para um intercâmbio de informações e experiências.

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