Equipe d’AzMina celebra noite de vitória no "Troféu Mulher IMPRENSA"

Por Leonardo Battani, aluno da Fapcom | 14/07/2017 10:49

Foi de forma irreverente que Nana Queiroz, diretora de redação da revista e site AzMina, recebeu pela primeira vez o prêmio por "Projeto Jornalístico" com temática sobre mulheres. “Espero que um dia nem AzMina e nem o 'Troféu Mulher IMPRENSA' tenham que existir”, comenta a jornalista, em análise do machismo na sociedade. 

Crédito:André Oliveira
Coletivo feminista discute sobre empoderamento feminino e direitos iguais entre homens e mulheres

Para ela, enquanto não houver competição igualitária entre gêneros nas premiações tradicionais, um evento dedicado ao bom jornalismo feito por mulheres se faz necessário. “Se os homens são 50% da sociedade, mas 90% das vozes, como isso é justo?”, indaga. 


Nana acredita no potencial feminino. “Ser mulher e ser jornalista é um ato político”, reforça. Ela ainda reconhece as barreiras que dificultam a cobertura jornalística pelas mulheres, como o risco de violência sexual, assédio, e o julgamento pela aparência. 


O projeto AzMina surgiu há dois anos e tem como foco o jornalismo investigativo “acessível, de qualidade e sem rabo preso com anunciantes”, como elas contam no site. A iniciativa se ergueu por meio de doações e financiamento coletivo. 


O modelo de negócio baseado na publicidade, na visão de Nana, está falido. Mas ela alerta para o uso do patrocínio, o qual ela acredita se camuflar melhor com a informação. “Deve-se descobrir uma maneira ética dentro do jornalismo para usá-lo”, aponta.