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"Os podcasts como ferramenta para o protagonismo", por Milena Rafaela Pereira de Amorim

15/07/2019 13:00
Com o advento das novas mídias digitais e tecnológicas percebe-se o quanto os gostos e valores da sociedade têm mudado. Se antes a televisão era o principal meio para se manter informado, hoje a comunicação permeia de forma mais rápida e ágil nos smartphones e portais eletrônicos. As mídias revolucionaram a forma de se comunicar e hoje se tem uma comunicação transversal, onde todos se comunicam e falam para todos e não dependem exclusivamente dos meios tradicionais para fornecer e compartilhar informações.

Com essas mudanças e avanços, novas plataformas vão sendo criadas e aos poucos vão se adaptando no cotidiano das pessoas. Exemplo disso é a criação do Podcast, a recente forma de publicar arquivos de áudios na internet. Diferente do rádio, sua principal vantagem é que o ouvinte pode repetir e ouvir o conteúdo quantas vezes quiser, além de poder baixar o conteúdo, e ainda pode assumir o protagonismo e produzir seu próprio podcast.

Essas novas plataformas são essenciais para sustentar as transformações sociais. A partir dos anos 90, o homem e a mulher assumiram novos papeis e os direitos políticos, trabalhistas e financeiros revolucionaram a forma como convivemos e administramos o tempo. Com o excesso de informações e a pluralidade de escolhas, a busca de se inteirar sobre os mais diversos assuntos e de se "atualizar" se tornou constante, daí a importância de ferramentas como os podcasts.

Com essa ferramenta, os ouvintes podem se informar e saber das principais notícias do país de onde estiverem. Seja em casa, no percurso do trabalho ou no trânsito, há sempre a possibilidade saber sobre os acontecimentos ou de se inteirar dos assuntos que você desejar. Desde 2004, ano no qual o primeiro podcast foi gravado no Brasil - o Digital Minds, de Danillo Medeiros - o número das produções de podcasts aumentou e hoje há podcasts de vários assuntos, desde moda infantil, mercado financeiro e até sobre a mente humana. Há vários gêneros sobre diversos assuntos, nos quais pessoas comuns, normais, assim como nós, assumem o protagonismo e se tornam ativas na produção de conteúdo e conhecimento.

Nesse sentido, percebo a necessidade de nós cidadãos nos apropriarmos dessas novas tecnologias e assumirmos o protagonismo. Cada um de nós tem o domínio sobre determinado assunto ou sabe com profundidade de algo que pode ensinar, basta entender como essas ferramentas funcionam e agregar valor para o outro.

Segundo a ABPod Digital, os podcasts têm ganhado maior notoriedade no Brasil e 72,8% duram em torno de 30 minutos, além da maior parte deles serem criados usando recursos e dentro da própria casa do produtor. Logo, compreende-se que é possível e mais fácil do que imaginamos deixarmos de ser detentores dos nossos conhecimentos e criarmos uma comunidade colaborativa, na qual todo indivíduo pode aprender, ensinar e construir uma narrativa.

*Milena Rafaela Pereira de Amorim é estudante de jornalismo na PUC Minas. 

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