FOCA NA IMPRENSA - Leia o artigo 2

01/12/2016 09:00
FOCA NA IMPRENSA

A era da informação?

Tema: "Boatos e notícias - Como jornalista e leitor podem evitar a divulgação de histórias falsas?" As redes sociais intensificaram a propagação de boatos na internet e, nos últimos anos, foram criados sites que verificam informações circuladas na rede. Qual é o papel do público e do profissional de imprensa para diferenciar o que é boato e o que é notícia?"

AUTOR(A): Analú Ribeiro dos Santos

Faculdade de Comunicação da UFBA - 7º semestre

Desde que entrei na Faculdade de Comunicação tenho essa crise sobre a tal "era noticiosa" que vivemos na atualidade. Diante da rápida disseminação de informações, seja pelos veículos formais ou através dos meios alternativos de comunicação, até que ponto esse alto número de notícias pode ser considerado de fato informação? A deturpação das informações acaba gerando um sentido inverso ao de informar.

A quebra do pólo emissor é sem sombra de dúvidas um dos grandes adventos do jornalismo na contemporaneidade e um dos fatos que puderam comprovar isso no Brasil foram as manifestações de 2013, que ratificaram a importância dos veículos não-oficiais na cobertura dos atos por todo o país. O Mídia Ninja e as redes sociais dos próprios manifestantes cobriram em tempo real o que acontecia em diferentes pontos do Brasil chegando, em alguns momentos, antes dos grandes veículos de comunicação.

Entretanto, no dia-a-dia da rotina jornalística, essa facilidade na transmissão de informações pode gerar alguns ruídos comunicacionais. A maioria das redações tem utilizado canais diretos de contato com os telespectadores, ouvintes ou leitores, seja por e-mail ou whats App. Mas, até que ponto imagens, vídeos e outros materiais compartilhados são confiáveis? Compartilhar imediatamente tal informação seria uma atitude sensata a ser feita? É nesse momento que entra em cena o papel do jornalista, para apurar as informações que foram passadas pelas fontes não-oficiais e conferir se são credíveis. 

O jornalismo digital por viver da rápida atualização costuma sofrer mais com esse processo de rápida transmissão de informações. A necessidade por notícias imediatas, o feed sempre atualizado e a busca por um grande número de compartilhamentos propicia a publicação de dados que podem ser, apenas, boatos. Nessas plataformas o senso crítico do repórter precisa ser ainda mais aguçado, para reduzir o número de falsas notícias que são espalhadas no ciberespaço. 

A alta proliferação de informações facilita, mas também pode atrapalhar o bom desenvolvimento do jornalismo. Cabe uma "parceria" entre o público e os profissionais de imprensa na apuração do que pode ser noticiado. Apesar da necessidade de notícias de maneira rápida, seja nas plataformas digitais ou nos demais meios de comunicação, o cuidado na apuração precisa ser bastante incisivo. A ação dos gatekeepers nunca se fez tão necessária em um cenário onde nem tudo que é compartilhado pode ser tido como verdade.

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