FOCA NA IMPRENSA - Leia o artigo 2

01/12/2016 09:00
FOCA NA IMPRENSA

Tema: "Trabalhar em redação, conseguir uma vaga em assessoria de imprensa, participar de meios alternativos, criar seu próprio projeto ou montar uma startup. Quais são os grandes desafios e as melhores oportunidades para um recém-formado em jornalismo nos dias de hoje?"


AUTOR(A): Taís Dörr Fortes

Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) - 5º semestre

"O que podemos descobrir para o mundo?"

O que fazer quando deixar os bancos da academia? Os acadêmicos de Jornalismo têm a frente de seus olhos uma gama de oportunidades disponíveis. Imagino como um grande caminho, onde cada passo leva a uma porta que espera ser aberta. Mas, lembro: só os mais preparados podem passar por elas. Arriscaria dizer que trata-se de se ter um pouco de sorte, mas, com certeza, muito mais, de se ter juízo para fazer as escolhas corretas. 

Sem dúvida vivemos em tempos de desafios constantes. Há aqueles relacionados a dar a matéria antes de todos, de conseguir o furo do ano, de bater recorde no número de acessos nos sites e redes sociais dos veículos de comunicação. Mas há, em especial, os ligados às nossas realizações pessoais. Saímos dos bancos acadêmicos prontos para sermos críticos, com vontade de revolucionar o mundo, de ser diferente. Entretanto, nem sempre conseguimos emplacar no jogo nos primeiros minutos. Às vezes, e eu ousaria dizer, na maioria delas, só conseguimos o gol nos 45 minutos do segundo tempo. 

Mas, apesar de os fatos não saírem conforme o planejado por nossa traidora mente mirabolante, não podemos esquecer que, se formos criativos e tivermos uma carga extra de dedicação, somos capazes de superar os percalços impostos. Além disso, vejo, hoje, que mesmo que para muitos o emprego fixo, a tão sonhada vaga nas redações, numa rádio de grande abrangência ou, até mesmo, na "menina dos olhos" de alguns, conhecida como televisão, seja algo muito desejado, as melhores oportunidades estão naquilo que ainda falta ser apresentado ao público. 

É tempo de redescobrir, reinventar, refazer e o mais importante: ser diferente. Para ser um jornalista de sucesso, hoje, é preciso querer fazer o novo, quebrar os "pré-conceitos" e estar pronto para atuar onde, normalmente, os demais não enxergam uma oportunidade. Percebo que os principais desafios para os récem-formados é encontrar no mercado uma oportunidade para mostrar aquilo que eles realmente são, saber lidar com o medo, a insegurança, a frustração e, principalmente, o pé atrás com o andar na contramão do que já tem no mercado e arriscar criar. Ousar ser patrão e não empregado. Percebo que esse é o momento para empreendedores surgirem. 

Assim como Chatô, que em 1950 foi pioneiro para o surgimento da televisão no Brasil, precisamos ser os primeiros a criar projetos que ainda parecem tão distantes. Precisamos trabalhar em nosso interior os instintos do empreendedorismo e, desta forma, honrar o nosso querido Rei do Brasil, que teve a coragem de acreditar que poderia ser diferente numa época em que o rádio era o "queridinho". Pense, que se não fosse Chatô, as pessoas demorariam anos para descobrir que é possível, através de um aparelho só, transmitir imagem e som juntos. Você já se perguntou o que de novo pode mostrar às pessoas? E não se preocupe se a informação só atingir o seu bairro, por exemplo. Essa é a parte do mundo mais próxima de você.

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