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"Jornalismo turístico e a multiplicidade de visões na era digital"

01/12/2016 09:00
FOCA NA IMPRENSA

Tema: "Jornalismo turístico" 
Diante de tantos blogs, youtubers e outros meios que se dedicam a falar sobreturismo, como fazer para que o jornalismo especializado neste segmento não perca força e importância? Como inovar e ser relevante neste universo inundado de informações?***

AUTOR: Virginia Cunha Barros


Universidade Federal do Maranhão - UFMA - 4.º período


Jornalismo turístico e a multiplicidade de visões na era digital

 

Em tempos de internet, todos podem opinar sobre tudo, embora nem sempre devam. Imagens podem ser postadas em segundos, e comentários atravessam o mundo em tempo igualmente curto. Quem gosta de viajar encontra todas as facilidades para expor fotos, impressões e comentários em blogs, sites e nas redes sociais, onde podem ser vistos por praticamente qualquer pessoa. Existe espaço para jornalismo especializado em turismo em uma época em que se multiplicam os olhares e possibilidades para acesso a imagens, vídeos e textos sobre outros lugares?

Para responder a essa questão, é importante ressaltar as diferenças entre uma produção jornalística e as impressões leigas de um turista eventual que só está em busca de diversão. O bom jornalista investiga, consulta fontes e procura algo interessante para informar. É um trabalho, não um diário de férias. As mídias digitais oferecem inúmeras oportunidades para esse profissional, que se acrescentam às plataformas tradicionais, como guias turísticos, revistas especializadas e jornais. Por isso, devem ser vistas como facilitadoras, e não como concorrentes.

O ponto de partida é que o jornalista de viagens é, antes de tudo, um profissional que não está a passeio. A matéria jornalística, seja qual for o veículo a que está destinada, impresso ou audiovisual, é guiada por uma pauta pensada estrategicamente. Divulgar pontos turísticos, eventos e locais pouco conhecidos é uma entre tantas possibilidades desse tipo de editoria. Para c umprir esses objetivos, não é necessário ir tão longe quanto alguns imaginam.

A visão de que turismo se resume a longas viagens para locais distantes já foi ultrapassada há muito tempo. Dentro do próprio país, estado ou mesmo da cidade onde se mora, é possível encontrar fatos inusitados, tradições e eventos desconhecidos do grande público e às vezes até de seus próprios vizinhos. Para recolher essas histórias e divulgá-las, é necessária uma sensibilidade que se desenvolve dentro da profissão, aliada a um certo distanciamento da realidade em questão, que permite enxergá-la como uma possível matéria.

A intuição do jornalista, conhecida também como "faro", é o diferencial que direciona o olhar para fatos interessantes que, para muitos, costumam passar despercebidos. No caso da editoria de turismo, um simples passeio por uma cidade aparentemente comum pode se tornar uma reportagem fascinante. Tudo porque o jornalista saiu do lugar-comum e apresentou uma visão origi nal sobre o local, sobre a cultura, ou sobre as pessoas, o que sempre desperta o interesse do público.

É esse direcionamento que faz com que o trabalho de um bom jornalista turístico faça toda a diferença, seja qual for o destino escolhido. Dessa forma, o ajuda a se destacar entre tantas vozes que se ergueram com a chegada da era digital.


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