FOCA NA IMPRENSA - Leia o artigo 1

"Fact-checking: a checagem do discurso público"

01/12/2016 09:00
FOCA NA IMPRENSA

Tema: "A proliferação de notícias falsas abre espaço para agências de verificação. Veículos de imprensa passaram a apostar em equipes de fact-checking próprias para combater quantidade de fake news existente na internet. Negar a existência de um boato é dever do jornalismo?"

AUTORA: Janaína Maria Tavares da Costa


Universidade do Oeste Paulista - Unoeste - 4º semestre


"Fact-checking: a checagem do discurso público"


A ferramenta para combater notícias falsas tem se proliferado na mesma intensidade de seu objeto de trabalho, em agências engajadas que trazem para o leitor uma nova visão do fato. Ironicamente, ela nasce num determinado espaço de tempo em que as conhecidas fake news tomam maiores proporções; no período político, nos Estados Unidos em 1990.


A checagem dos spots eleitorais, naquela época, idealizada por Brooks Jackson não só ajudou na possibilidade de uma ferramenta para o jornalismo como também par a o avanço e criação de plataformas especializadas em fact-checking ao redor do mundo, algumas notoriamente conhecidas e premiadas, como o Politifact.


Entretanto, a metodologia de checagem não fica estagnada apenas na área política, assim, se estendendo a qualquer notícia desde que tenha relevância para o público. Contudo, não há necessidade em ser um profissional da comunicação para aplicar esta ferramenta no dia a dia.


Veículos de imprensa e sociedade podem e devem trabalhar em conjunto para revelar a veracidade da notícia em que esta, muitas vezes, é compartilhada via web com informações distorcidas. E para conseguir fazer uma boa checagem, deve-se sempre pensar na transparência e no delineamento de um tema para se especializar na cobertura do mesmo.


Fact-checking é a busca pela verdade, e não pela defesa de uns ou outros, por isso, é necessário que nós, cidadãos e checadores, possamos seguir alguns princípios éticos como uma política pública de correções e a partidarismo. Porém, com todo o crescimento da checagem do discurso público, há também a indiscutível falta de preparo e consciência daqueles que repassam uma informação errônea para a população.


É ainda mais controverso quando quem dispõe e divulga uma notícia falsa é o próprio agente da comunicação. Caso mais recente e de âmbito nacional foi a da jornalista Sônia Abrão em que, por meio de uma rede social, retuitou a notícia da morte de Arlindo Cruz, no domingo (11/06/17). Apesar da retratação, certas informações podem causar grande incômodo e frustração dos envolvidos no acontecimento.


Isto pode acarretar tanto o mal desempenho do profissional como a falta de confiabilidade no jornalismo. Sem esta credibilidade estamos cada vez mais sujeitos ao imediatismo opinativo das pessoas que divulgam e consomem diariamente fake news, e sem nenhum tipo de filtro que o jornalista possa utilizar para o fato. 


Fica claro o quanto uma checagem bem feita pode trazer mudanças de s entidos e opiniões. Por isso, é essencial o implantamento de agências que trazem uma base de informações públicas e fontes confiáveis de conteúdo porque, além de combater algo falso, elas trazem um dos princípios básicos do jornalismo, elas mostram a verdade.


Apesar do fact-checking ser um tema recente no Brasil, temos alguns sites que podem servir de referência tanto em qualidade como profissionalismo para com o leitor que são: Truco (da Agência Pública), Aos Fatos e Agência Lupa.


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