FOCA NA IMPRENSA - Leia o artigo 1

"O impacto do Facebook no Jornalismo", por Mariana Cunha

01/12/2016 09:00
Tema: Como as novas mudanças no Facebook podem impactar os jornalistas/veículos produtores de conteúdo?

Por Mariana Cunha da Silva

O programador e empresário norte-americano Mark Zuckerberg fez algumas alterações no Facebook: mudou de azul claro para um tom mais escuro no fundo, os comentários que antes saíam em um quadradinho agora são redondos, foram incluídas as opções de "reação" a uma publicação (sendo elas: amar, dar risada, ficar triste, expressar surpresa e por último a raiva), o Stories (ferramenta utilizada para postar fotos ou trechos de vídeos que ficam por apenas 24 horas registrando o cotidiano do indivíduo), transmissões ao vivo, etc. Qual a importância disso? Por que o Jornalismo seria afetado pela rede social? Podem parecer pequenas, porém foram significativas tais mudanças para que os usuários virtuais sintam-se ainda mais à vontade para utilizar a rede social e que muitas vezes recorrerão às fontes digitais.

O Facebook e o Jornalismo têm muitos pontos em comum. Ambos são necessários em sua essência na parte de informação, comunicação e conexão universal. O filósofo Herbert Marshall McLuhan viveu no contexto em que surgiu a imprensa. Ele acreditava que o homem podia viver, pensar e fazer análises de modo solitário. Porém, com o avanço da tecnologia da época (telefone, televisão), foi capaz de sentir, sendo professor universitário, a mudança entre as gerações que voltariam a viver novamente em grupo. Em algum momento, cogitou a possibilidade de uma nova mídia.

Com o intuito de melhorar a qualidade do produto e conseguir atrair cada vez mais o seu público, os dois segmentos fazem avaliação de como foi recebido o conteúdo, analisando cada comentário e respondendo quando necessário. Por isso, pode-se afirmar que o Jornalismo, apesar ter o seu padrão estabelecido, modifica-se em alguns aspectos para não ficar estagnado, não perder o seu valor diante da população. Estabelecer-se no meio atual em que muitos leitores já não assistem mais às reportagens em televisão, não compram mais os jornais e preferem aplicativos que disponibilizam matérias rápidas nas quais as informações estejam prontas é o grande desafio do jornalista em tempos líquidos. 

Conseguir captar a atenção com matérias de boa qualidade, em pouco tempo, com conteúdo de interesse a todos - o que vem sendo cada vez mais explorado com a ajuda, por exemplo, de transmissões ao vivo no Facebook. Sendo assim, essa relação é bastante mútua e necessita de constantes reformulações. 

*Mariana Cunha da Silva é aluna de jornalismo na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

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