GOOGLE GLASS SE APRESENTA COMO FERRAMENTA DO FUTURO PARA PROFISSIONAIS DA COMUNICAÇÃO
 
 
 
 

Um novo olhar tecnológico pode surgir no cotidiano das redações. Os óculos inteligente de realidade aumentada do Google permite que sejam feitas operações semelhantes à de um dispositivo móvel, com a facilidade de estar com o aparelho em prontidão. O chamado gadget vestível ainda passa por testes, mas já se apresenta como alternativa para otimizar o trabalho do profissional de comunicação.

Pelo comando de voz e haste sensível ao toque, o consumidor acessa e-mails, vê notificações de redes sociais, e faz até gravações de áudio e vídeo. Tais recursos foram utilizados pela repórter da Folha de S.Paulo, Fernanda Ezabella. Na época do lançamento do produto, ela foi enviada pelo periódico paulista para interagir com as funcionalidades e explorar as suas possibilidades de uso.

A tarefa foi cumprida a rigor, tanto que utilizou o produto por 24 horas para retratar tal experiência. “Quando uso lentes de contato, o Glass não incomoda. Mas se fico muitas horas testando, dá uma certa dor de cabeça ou cansaço mesmo porque os olhos ficam o tempo todo olhando pra cima, na telinha”, disse ela, que fez pelo diário a 2ª transmissão ao vivo com o eletrônico em junho de 2013.

Crédito:Jess Reynolds
Fernanda Ezabella, da Folha de S.Paulo

Naquele momento, ocorria diversas manifestações que se desencadeavam em todo o país. Foi então que a TV Folha aproveitou a ocasião para testar novas tecnologias, entre elas, o Google Glass. Para a jornalista, a oportunidade de registrar os momentos pelo aparelho foi “proveitosa e histórica”. “O resultado foi misto, a qualidade final não ficou excelente, mas mostrou um potencial sensacional. Talvez no futuro, para cobertura de protestos do tipo, seja uma ótima ferramenta jornalística”, diz. 

“Mas, não podemos esquecer, já existem diversas câmeras que fazem isto, muito mais discretas”, reitera. Para realizar a cobertura pelo aparelho, foi necessária adaptações à versão do dispositivo, como uma bateria externa e uma conexão de internet eficaz para manter a qualidade da transmissão aos internautas. “Além de vídeos, é possível mandar fotos, fazer ligações, ver mapas”, diz Ezabella.

Onde o aparelho pode ser utilizado

Na visão da jornalista Fernanda Ezabella, o dispositivo ainda precisa superar alguns problemas para entrar, de fato, no cotidiano do profissional de comunicação. Entre os pontos negativos, está o som e a transmissão em vídeo. “Várias funcionalidades são atualizadas e mudam o tempo todo. E, no fim, fazer um vídeo com uma câmera de celular é mais prático”, conta a repórter da Folha de S.Paulo.

“Fiz algumas entrevistas com o Glass, mas o som sempre ficava muito ruim. E no começo eu mexia minha cabeça demais, concordando ou não com o que meu entrevistado tinha a dizer, e o vídeo ficava um horror”, completa. A câmera acoplada no rosto, em cima do olho, figura nos destaques. 

A tecnologia em vídeo conferência também agradou Ezabella. “Para tarefas de escritório, pode ser uma ferramenta interessante, como uma segunda tela. Posso estar trabalhando num texto no computador, e ele me avisa discretamente quando tenho novos emails”, declara. “De positivo, a câmera tira fotos boas e faz vídeos interessantes, mas não tão fáceis de compartilhar”, acrescenta.

Google Glass pode ser alugado no Brasil

Sem vínculo com o Google, a Smart Glass é a primeira empresa da América Latina que aluga óculos inteligentes. Quem garante é o diretor executivo da companhia, Carlos Magno. “Locamos todos os tipos de Smart Glasses para todo o Brasil, propiciando ao empresário o uso e a interação com os produtos antes de investir R$ 6 mil no escuro...”, disse ele, que em breve venderá Glasses na loja.

Crédito:Divulgação
Carlos Magno, da Smart Glass

Em resposta sobre o caso, a assessoria de comunicação do Google Brasil assegura que o produto é vendido apenas nos Estados Unidos e na Inglaterra, ainda em fase experimental - e, por isso, não tem um cronograma de lançamento de um produto convencional. Sobre a regularidade dos aparelhos, afirma que a responsabilidade de fiscalizar é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Aplicativos e transmissão de eventos

Pensando na viabilidade da ferramenta na área, a Universidade do Sul da Califórnia (USC) inaugura neste segundo semestre um curso voltado sobre o Google Glass. Em “Glass Journalism”, os alunos serão estimulados a pensar em novas maneiras de estudar e contar histórias pelo óculos inteligente.

O projeto pretende estimular os estudantes a desenvolverem aplicativos para o Google Glass que ajudem a melhorar a experiência dos jornalistas. Que, na verdade, segue a tendência de veículos de comunicação como o jornal norte-americano The New York Times e a rede de notícias CNN, que já disponibilizam um aplicativo com conteúdos disponibilizados a plataforma do dispositivo vestível. 

Na mesma linha, o streaming de vídeos Livestream anuncia o desenvolvimento de um app para o produto. Por meio dele, é possível fazer a transmissão de eventos, assim como em suas versões para os demais dispositivos móveis. O Word Lens – que traduz palavras impressas, também pode auxiliar no trabalho dos profissionais de imprensa. Ele foi criado por um brasileiro e incorporado ao Google.

 
   
 
 
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